sexta-feira, 22 de junho de 2018

Segundo jogo na Copa

Aquela imagem que sintetiza o sentimento de uma pátria de chuteiras. O choro do alívio de quem sofre a pressão de ser excelente o tempo inteiro. A camisa de Neymar é a mais pesada porque ele carrega uma responsabilidade imposta. Ele é o centro de uma teoria inexistente criada e sustentada pela mídia: a neymardependência da seleção. É um bom jogador, sem dúvidas, mas ainda acho que este endeusamento traz mais estragos do que benefícios ao rapaz. E este clique mostra um aspecto curioso. A solidão no momento adverso. Uma boa reflexão. 

Sobre o jogo, poucas palavras: foi um sufoco para vencer a modesta Costa Rica, gols nos acréscimos do segundo tempo. Parecendo até meu Bahia, rapá! 



 (Foto: REUTERS/Max Rossi)


quinta-feira, 21 de junho de 2018

"Prefiero vivir y perder que no haber vivido nada"

Saudade das postagens musicais. Esta é uma das músicas que mais gosto quando o professor coloca na aula de Zumba. Coloquei ela na minha playlist e de repente percebi que estava compreendendo a letra quase inteira sem a ajuda do Google!!!!! Para mim uma grande conquista, a audição sempre foi meu ponto fraco no estudo de outros idiomas. E quando as palavras começaram a fazer sentido, entendi porque sempre penso em você ouvindo esta canção. Andas en mi cabeza cada segundo!




quarta-feira, 20 de junho de 2018

O vídeo da russa não é um caso isolado

Esta semana foi divulgado nas redes sociais um vídeo onde um grupo de homens brasileiros que estão na Rússia acompanhando a Copa do Mundo de Futebol faz uma garota russa acompanhá-los em uma espécie de "cântico" sobre o órgão sexual feminino. A mulher, evidentemente, não conhece o idioma e fica ali, sorrindo, sem saber que está sendo ridicularizada e vítima de machismo. 

Consumo de bebida alcoólica não é justificativa para este e outros atos de violência contra a mulher. A cultura também não. O Irã é um dos países que menos respeita os direitos das mulheres e isto é socialmente aceito e naturalizado pelos princípios religiosos. E hoje vemos mulheres iranianas comemorando o fato de que, na Rússia, podem ir ao estádio torcer pela seleção - e com a liberdade de vestir a roupa que quiser e mostrar o rosto. 

O machismo é um problema social dos mais graves. Como também o são a homofobia, o racismo e toda e qualquer outra forma de preconceito. Eles violam os direitos humanos mais básicos - vida, dignidade, liberdade. Todos os movimentos de reação não querem inverter o papel de vítimas e algozes, querem apenas acabar com as distâncias e construir uma sociedade igual. 

O racismo é crime previsto em lei, mas esta só é aplicada quando o caso se torna público e causa grande comoção social (ou rebuliço nas redes sociais, se preferirem). Ainda assim, os bons advogados penais conseguem articular daqui e dali para que se consigam absolvições e penas mais brandas. E assim seguimos com negros, gordos, homossexuais, mulheres, nordestinos, dependentes químicos sendo agredidos diariamente. As coisas andam se naturalizando por aqui também. 

terça-feira, 19 de junho de 2018

Os sete pecados capitais - episódio 4

Luxúria. Palavra originada do latim. Estaria na etimologia da palavra a associação da sensualidade com os latinos? Não seria algo de fato ruim se esta sensualidade não fosse apresentada como algo pejorativo - utilizada para reduzir as pessoas, sobretudo as mulheres, a um corpo objeto de desejo. Luxúria pode ser definida como o desejo egoísta por todo o prazer sensual e material, deixar-se dominar pelas paixões. Nas rápidas pesquisas que fiz para escrever estas linhas, a luxúria vista assim não é pecado. Torna-se quando há extremismo, excesso. 

Como diria o Sherlock Holmes "elementar, meu caro Watson". O segredo para tudo na vida é o equilíbrio. Quando há inclinações para mais ou para menos começam os problemas. Inclusive com os pecados capitais. A questão é que as religiões utilizam este "desajuste na balança" para defender a ideia de um ser supremo punitivo. Seja bom para não sofrer, não para ser feliz - é a regra. Quando você começa a pensar racionalmente as religiões, você se afasta de todas elas. 

Em todos os episódios da "série" sobre pecados capitais eu falei bastante de minha relação com o pecado, mas vamos admitir que luxúria é uma coisa íntima demais para uma exposição pública? Ainda mais com um tema tão cheio de tabus. Acredito que a luxúria é o pecado mais pecaminoso entre os capitais. E desde os tempos de Adão e Eva (para quem acredita que o mundo foi criado desta forma). O prazer sensual é algo saudável, faz parte da essência humana. Não há porquê ser condenado. Excessos precisam ser observados com calma apenas de trazem algum tipo de sofrimento para a pessoa, assim como em todos os outros pecados capitais. É a minha opinião. 

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Férias?

Entardecer de domingo e surge aquele pensamento de "estou de férias da faculdade"! A cabeça muito criativa começa a fazer planos de acordar tarde, ficar de pijama o dia todo, escolher um bom filme e aproveitar muito daquela companhia que você adora: a sua!!! Os dois minutos de felicidade acabam quando o lado racional grita "ei, você não está de férias do trabalho". Guarda os planos para o próximo feriado... 

Além de não estar de férias do trabalho, ainda aproveitei para fazer RPG (Reeducação Postural Global) e as aulas de Fitdance na academia. Tem também os cursos virtuais para concluir, as séries, os livros, a Copa.... Resumindo em uma imagem:

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domingo, 17 de junho de 2018

A Copa mal começou e já deixa ensinamentos

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A Fifa tem mais países membros do que a ONU e isto mostra a importância do futebol para o mundo. Nenhum outro esporte mobiliza socialmente com tamanha força. Eu adoro futebol, é um assunto sobre o qual me interesso bastante. Leio muita coisa a respeito: história, estatísticas, o esporte em si, as implicações culturais, econômicas, sociais... 

Copa do Mundo, para os amantes do futebol, é um acontecimento ímpar! Não estou acompanhando os jogos como gostaria, o jeito é ficar de olho nas notícias. E ainda que esteja nos primeiros dias, a Copa da Rússia já ensinou diversas coisas. Vamos a elas:

  1. A Rússia tem, em geral, regras sociais muito rígidas. Por exemplo, multar quem fala palavrão. 
  2. O fato de uma pessoa torcer para a seleção durante a Copa não significa que ela acha que tudo é maravilhoso no Brasil nem que é favor da corrupção. Significa, apenas, que ela gosta de futebol. O esporte é utilizado para fins políticos? Sim. Você percebe isso? Ótimo. Que tal orientar as pessoas que não desenvolveram senso crítico ainda ao invés de simplesmente julgá-las? Lembra que estamos em um país de muitas desigualdades inclusive no acesso à educação?
  3. Vestir a camisa da seleção não é adotar filosofia de corrente política. 
  4. A globalização trouxe consequências para o futebol também. Não tem mais seleção "bobinha". A prova é que o único favorito que venceu na estreia (França) precisou da colaboração da arbitragem. Brasil, Alemanha, Argentina e Espanha não tiveram a mesma sorte. Literalmente.
  5. O público, em geral, "adota" uma seleção durante a Copa. Ainda não apareceu o mascote desta, mas em geral é um time de pouca tradição. Tendemos a torcer para o Davi diante do Golias.
  6. A seleção da Itália perdeu o título de seleção mais bonita da Copa para a seleção do Irã. Parece uma agência de modelos. Cada close um suspiro... #somostodasira 
  7. Os grandes problemas do futebol são extra campo, mas isto não se resume a este esporte. As tramoias e falcatruas estão presentes em todas as modalidades, infelizmente. 
  8. Cada brasileiro escalaria uma seleção diferente da convocada por Tite. Nunca haverá consenso, mas se for campeão nenhuma crítica sobreviverá. Todos se tornarão heróis. 
  9. Qualquer time que entrar em campo contra a Alemanha ganhará um reforço de mais de 200 milhões de torcedores. Fato! O México foi apenas o primeiro.  
  10. A seleção não empolga mais como antigamente às vésperas da Copa mas basta se aproximar o primeiro jogo que as bandeirinhas são vistas em todos os lugares. 
  11. São João em ano de Copa sempre será melhor, mais animado, mais divertido. 
  12. Neymar é um bom jogador mas a imprensa faz ele acreditar que é melhor do que ele é. Não existe uma "neymardependência" na seleção, como insistem em nos fazer acreditar. 
  13. A camisa da Argentina está para Messi assim como a Kryptonita está para o Superman. 
  14. Cristiano Ronaldo já é o melhor jogador da Copa. Sem controvérsias. 
  15. Ninguém aguenta mais Galvão Bueno e o estilo "dramático" de narração, mas ninguém muda de canal ou baixa o volume da televisão. 
E vamos ver quantas lições mais a Copa nos traz (rima fonética, que fofo!)

sábado, 16 de junho de 2018

Doação de sangue

Entre a primeira e a segunda graduação eu tentei cursar Administração. Acabei não me identificando com o curso e abandonei. Não sou de desistir fácil das coisas nem das pessoas, por isto mesmo esta decisão só veio no terceiro semestre. E o que tem isto a ver com a doação de sangue? O curso era em uma universidade estadual (a da Bahia mesmo). A instituição de ensino não proibia o trote, pelo contrário, até estimulava. Hã???? Verdade!!! O trote para os calouros era uma gincana solidária, de participação voluntária. As equipes eram formadas por alunos de mais de um curso. Os meus colegas de Administração, por exemplo, reuniam-se aos de Química. 

Não sei se o trote permanece assim porque isto foi há muitos anos, mas eu acho uma iniciativa bastante positiva. As tarefas eram arrecadar donativos para instituições de caridade (alimentos, material de limpeza/higiene pessoal, brinquedos, material escolar e livros). Sempre alguma coisa ligada à responsabilidade social. Uma das tarefas era conseguir o maior número de doadores de sangue. Eu decidi faltar os dois ou três primeiros dias de aula justamente pelo trote (ainda não sabia como era). Quando eu cheguei para o (meu) primeiro dia de aula foi justamente no dia tarefa de doação de sangue. Os colegas me convidaram e eu fui até o centro médico. 

Estava aguardando e tentando criar coragem porque sempre foi um problema para mim tirar sangue para exames e eu imaginava que a doação seria tão traumática quanto (não é qualquer técnico de enfermagem que se entende com minhas veias e já passei por experiências horríveis). Um dos técnicos veio falar comigo e perguntar se eu faria a doação. Eu respondi que estava tentando criar coragem. Ele me perguntou meu tipo de sangue e eu respondi "A negativo". Foi então que ele me disse uma frase que eu nunca esqueci. "Você tem obrigação de doar. Somente 15% da população tem sangue negativo e destes 15% a maioria e tipo 'O''.". 

A responsabilidade destas palavras me encheram de coragem e eu fui passar pela triagem. Fui impedida de doar porque estava menstruada e prometi a eles e a mim que eu voltaria. Nunca voltei. Nunca fui a outro centro. A coragem daquele dia não mais voltou. Até porque durante estes anos já passei por mais experiências ruins com as agulhas. Dia 14 de junho é o Dia Mundial do Doador de Sangue e as palavras daquele técnico voltaram a ecoar em meus ouvidos. Acho que é tempo de vencer novos desafios. Eu já faço doações de carinho, de dinheiro, de escuta, de atenção, de brinquedos, de alimentos, de sorrisos. Falta o sangue. Apareça, coragem!!!!


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sexta-feira, 15 de junho de 2018

É clichê, mas vale: o aniversário é seu, o presente é meu

Parece que foi ontem que me enchi de coragem e decidi entrar na aula de Zumba pela primeira vez. "Vamos lá ver como é isso ". Fiquei lá no cantinho, em uma posição estratégica para fugir em caso de emergência (leia-se se o pânico tomasse conta de mim). 

O coração estava mais acelerado do que carro de fórmula 1 e fiz um esforço enorme para não sair correndo e gritando "quero minha mãe". Já nos primeiros acordes da primeira música eu tive a certeza de que havia sido a pior decisão da minha vida. Não acertava um passo, não tinha ritmo, não tinha coordenação motora, não tinha fôlego. Tinha timidez de sobra, tinha medo de que rissem de mim, de pisar no pé de alguém, de cair. Tinha plana convicção de que todos me olhavam e pensavam "desiste, isso não é para você".

Não precisou nem chegar à metade da canção para eu pensar em desistir e quando eu ia fazer isso você olhou para mim, começou a guiar meus passos e me deu o maior dos incentivos: um sorriso! Resolvi continuar e aprendi com você muito mais do que passos de dança. Aprendi a confiar mais em mim, a rir dos meus erros, a não me preocupar com a opinião dos outros. Aprendi que a vida fica muito mais leve se você deixa a alegria conduzir seus passos. 

Hoje eu não me escondo mais no canto da sala (ok, as vezes me escondo nas fotos) e não foram poucas as vezes em que dancei do seu lado. Por tudo isso que no seu aniversário (e todos os dias) só tenho gratidão, carinho e muito orgulho de ser uma das #bapuruzetes. E só posso desejar tudo de melhor para a sua vida, sempre


A imagem pode conter: 12 pessoas, incluindo Andrea Caldas, Gísea Simões, Camila Leocádio e Geane São Pedro, pessoas sorrindo

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Netinho

A aula ontem na faculdade foi com o professor Ernesto de Souza Andrade Junior. Quem? Netinho, o cantor baiano que fez muito sucesso nos anos 90 comandando a Banda Beijo e depois em carreira solo. Lembra de "Ô Mila, mil e uma noites de amor com você..." ? Para alguns, "Netinho da Bahia", para diferenciar do "Netinho de Paula", que alcançou sucesso no mesmo período como vocalista do grupo Negritude Junior e, posteriormente, como apresentador de televisão. 

Voltando à aula com Netinho, hoje foi o fechamento de um dos componentes curriculares do semestre e os grupos apresentaram seminários. Um dos grupos levou o convidado especial para contar a experiência pessoal que viveu quando esteve entre a vida e a morte há alguns anos. Eu já tinha ouvido a história narrada pelo próprio protagonista em outras oportunidades, mas vê-lo ali, na sala, de pertinho, emocionado, trouxe  um ar de ineditismo ao relato. Não vou detalhar o que ele falou para não trazer spoilers (ele está com  um livro em fase final de preparação, aguardando apenas algumas questões judiciais para ser publicado - ele está sendo processado pelo médico a quem acusa como responsável pela prescrição do tratamento com anabolizantes que desencadeou a doença). 

As palavras dele trouxeram reflexões sobre a vida que talvez não estejam em nenhum dos livros que lerei até o final da graduação. Uma pena que tenha sido pouco tempo de exposição, porque certamente ele teria muito mais a contribuir com questões como o poder da mente, a importância do cuidado para os profissionais de saúde, o que realmente tem valor na vida, a superação da doença física e psíquica... Ele nos deu a palavra para fazer perguntas e eu, jornalista de formação, não consegui falar nada. E não foi aquela "paralisia" que se apresenta muitas vezes dante de uma celebridade, foi porque meu cérebro estava em alto grau de processamento das informações que ele trouxera. Além disto, eu teria perguntas suficientes para o resto do dia, mas não havia tempo para que ele respondesse - não consegui selecionar apenas uma . 

Vale a pena conhecer a história de Netinho porque, independente das razões que o levaram ao uso de anabolizantes (não cabe qualquer julgamento quanto a isso nem quanto a nada), fica o alerta para a utilização destes produtos. Além disto, nos mostra como a vida é frágil e merece ser vivida de uma única maneira: feliz! Há algumas entrevistas que conseguimos localizar na internet enquanto o livro não está à venda (algo me diz que será uma maravilhosa leitura). 

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Santo Antônio

A religiosidade do baiano é algo que me encanta, sobretudo pelo sincretismo. À exceção de algumas religiões cristãs neopentescostais mais fechadas, o que vemos é uma grande mistura. É uma fé gigantesca que abraça todas as formas de expressão de uma mesma divindade. Santo Antônio, por exemplo, que deveria ser homenageado hoje somente pelos seguidores da Igreja Católica - origem da crença. Entretanto, o que eu vi nas minhas redes sociais hoje foram vários espíritas saudando, agradecendo, louvando um dos santos juninos, o que ganhou a alcunha de "casamenteiro". 

Este fato me chamou a atenção porque, na Bahia, quando se fala em sincretismo religioso a associação imediata é Católico/Candomblé.  E isto porque os africanos trazidos pelos portugueses para serem escravizados no Brasil (maior vergonha de nossa história) "adaptaram" as próprias crenças para manterem vivas suas culturas e tradições. Assim, os orixás têm equivalentes entre os Santos Católicos e Santo Antônio seria o mais próximo de Ogum. E o Facebook está aí para provar que o sincretismo vai muito além da dualidade que mencionei. É muito abrangente. 

Qual a lição que fica? Que a espiritualidade é muito maior do que a religião. No final das contas, é ela, a espiritualidade, que importa. Acredito que o poder transformador é o da fé, mas da fé genuína, digamos assim. Eu questiono uma fé que se baseia em crença pelo temor de punições e é isto que as religiões, em geral, pregam. Aliás, eu questiono várias coisas nas religiões, por isto me afastei delas (falei um pouco sobre isto aqui).  E sigo respeitando quem pensa e age diferente. E encerro o dia sem uma vela, sem uma oração, sem um pedido ao "santo casamenteiro", ainda que solteira. Quer dizer, ainda não deu meia noite.... Dá tempo? Onde é que eu guardo velas mesmo? 

terça-feira, 12 de junho de 2018

Dia dos Namorados

Décimo segundo dia do mês de junho, dia dedicado aos namorados... Aquele clima de romantismo no ar, poesias, presentes, beijos apaixonados, declarações de amor, juras eternas. Todos os outros 364 dias do ano deveriam ser assim, bem no clichê "mais amor, por favor".  (Devo ter conquistado um fã-clube entre comerciantes com esta frase, mas não tive a intenção de estimular o consumo e sim de estimular o amor. No dia dos namorados e em todos os outros, para mim sempre foi mais importante a presença e não o presente. E eu acredito no amor em todas as suas formas). 

Pelo segundo ano consecutivo, não tenho companhia para o dia dos namorados. Pensei em não entrar nas redes sociais para evitar ver aquele rio de mensagens apaixonadas porque achei, sinceramente, que não lidaria bem com esta data. Foi quando lembrei que EU tenho o poder de decidir se isto será um problema para mim ou não. Resolvi ressignificar. Se é uma data para presentear quem você ama, então nada melhor do que presentear a mim mesma. Assim o fiz, no final de semana.  Outra estratégia que adotei foi recorrer ao humor. Um sorriso melhora tudo, de verdade. E assim, postei a mensagem abaixo em minhas redes sociais. Boa estratégia esta, porque mata dois coelhos com uma cajadada só (horrível este ditado popular violento com os coelhinhos, precisamos ressignificar isto também). Além de encarar com leveza a situação, ainda deixo claro a possíveis pretendentes que o caminho está livre e que eles podem se candidatar à vaga no meu coração. 

Devo corrigir a afirmação que encerrou o parágrafo anterior. Na verdade, não há vagas, há cadastro de reserva. Estar solteira é uma coisa, amar alguém é outra. Meu coração está ocupado mesmo que seja um latifúndio improdutivo. São muitos meses sem sentir seu cheiro, seus lábios, seu abraço, mas ainda é rotina que você seja meu primeiro pensamento ao acordar. Hoje não foi diferente. Eu decidi não sofrer, mas não consegui evitar de imaginar como seria passar um dia dos namorados inteirinho nos seus braços. Meu pensamento atraiu o seu, mais uma vez. Uma mensagem simples, um "bom dia, linda" que iluminou meu sorriso e deixou meu dia dos namorados mais feliz. 


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