terça-feira, 19 de junho de 2018

Os sete pecados capitais - episódio 4

Luxúria. Palavra originada do latim. Estaria na etimologia da palavra a associação da sensualidade com os latinos? Não seria algo de fato ruim se esta sensualidade não fosse apresentada como algo pejorativo - utilizada para reduzir as pessoas, sobretudo as mulheres, a um corpo objeto de desejo. Luxúria pode ser definida como o desejo egoísta por todo o prazer sensual e material, deixar-se dominar pelas paixões. Nas rápidas pesquisas que fiz para escrever estas linhas, a luxúria vista assim não é pecado. Torna-se quando há extremismo, excesso. 

Como diria o Sherlock Holmes "elementar, meu caro Watson". O segredo para tudo na vida é o equilíbrio. Quando há inclinações para mais ou para menos começam os problemas. Inclusive com os pecados capitais. A questão é que as religiões utilizam este "desajuste na balança" para defender a ideia de um ser supremo punitivo. Seja bom para não sofrer, não para ser feliz - é a regra. Quando você começa a pensar racionalmente as religiões, você se afasta de todas elas. 

Em todos os episódios da "série" sobre pecados capitais eu falei bastante de minha relação com o pecado, mas vamos admitir que luxúria é uma coisa íntima demais para uma exposição pública? Ainda mais com um tema tão cheio de tabus. Acredito que a luxúria é o pecado mais pecaminoso entre os capitais. E desde os tempos de Adão e Eva (para quem acredita que o mundo foi criado desta forma). O prazer sensual é algo saudável, faz parte da essência humana. Não há porquê ser condenado. Excessos precisam ser observados com calma apenas de trazem algum tipo de sofrimento para a pessoa, assim como em todos os outros pecados capitais. É a minha opinião. 

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