quinta-feira, 14 de junho de 2018

Netinho

A aula ontem na faculdade foi com o professor Ernesto de Souza Andrade Junior. Quem? Netinho, o cantor baiano que fez muito sucesso nos anos 90 comandando a Banda Beijo e depois em carreira solo. Lembra de "Ô Mila, mil e uma noites de amor com você..." ? Para alguns, "Netinho da Bahia", para diferenciar do "Netinho de Paula", que alcançou sucesso no mesmo período como vocalista do grupo Negritude Junior e, posteriormente, como apresentador de televisão. 

Voltando à aula com Netinho, hoje foi o fechamento de um dos componentes curriculares do semestre e os grupos apresentaram seminários. Um dos grupos levou o convidado especial para contar a experiência pessoal que viveu quando esteve entre a vida e a morte há alguns anos. Eu já tinha ouvido a história narrada pelo próprio protagonista em outras oportunidades, mas vê-lo ali, na sala, de pertinho, emocionado, trouxe  um ar de ineditismo ao relato. Não vou detalhar o que ele falou para não trazer spoilers (ele está com  um livro em fase final de preparação, aguardando apenas algumas questões judiciais para ser publicado - ele está sendo processado pelo médico a quem acusa como responsável pela prescrição do tratamento com anabolizantes que desencadeou a doença). 

As palavras dele trouxeram reflexões sobre a vida que talvez não estejam em nenhum dos livros que lerei até o final da graduação. Uma pena que tenha sido pouco tempo de exposição, porque certamente ele teria muito mais a contribuir com questões como o poder da mente, a importância do cuidado para os profissionais de saúde, o que realmente tem valor na vida, a superação da doença física e psíquica... Ele nos deu a palavra para fazer perguntas e eu, jornalista de formação, não consegui falar nada. E não foi aquela "paralisia" que se apresenta muitas vezes dante de uma celebridade, foi porque meu cérebro estava em alto grau de processamento das informações que ele trouxera. Além disto, eu teria perguntas suficientes para o resto do dia, mas não havia tempo para que ele respondesse - não consegui selecionar apenas uma . 

Vale a pena conhecer a história de Netinho porque, independente das razões que o levaram ao uso de anabolizantes (não cabe qualquer julgamento quanto a isso nem quanto a nada), fica o alerta para a utilização destes produtos. Além disto, nos mostra como a vida é frágil e merece ser vivida de uma única maneira: feliz! Há algumas entrevistas que conseguimos localizar na internet enquanto o livro não está à venda (algo me diz que será uma maravilhosa leitura). 

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