Esta canção quando foi lançada "tocou até enjoar" e depois saiu da programação das rádios. Ela não faz parte da minha playlist, mas hoje estes versos me mostraram que pode fazer parte da trilha sonora da minha vida...
Na verdade ela é poesia, mas a gente esquece disso. Estamos sempre pensando em poesia como um texto em versos, com palavras bonitas, rimas inteligentes, gramática impecável, mas é muito mais que isso. Poesia é levar a vida de forma leve, entender que pequenos instantes podem ser momentos inesquecíveis. A vida é poesia quando a gente aprende a valorizar o que realmente importa... então, cada dia passa a ser um verso.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
quarta-feira, 25 de julho de 2018
Dia do motorista
Motorista e pescador têm algo em comum: as histórias para contar! Eu nunca pesquei, mas dirijo. E tenho algumas histórias para contar neste Dia do Motorista. Todas são da época dos primeiros quilômetros. Escolhi três de muitas. Vamos exercitar a narração...
A primeira história é breve. Na verdade, nem é uma história. Um belo dia minha mão bateu em um comando do carro e uma luz azul apareceu no painel. Eu adoro a cor azul e achei aquilo lindo. Nem procurei saber onde eu tinha batido a mão, estava adorando... E achava que os outros motoristas também estavam. De repente todos começaram a sinalizar com luzes para mim e eu pensando que eram cumprimentos gentis no trânsito. Até que comecei a namorar e o namorado muito mais experiente no volante foi dirigir meu carro e perguntou qual a razão dos faróis altos. Desconhecimento, ignorância, inexperiência. Apenas estas as razões. Não fazia a menor ideia de que a luz azul era para indicar o farol alto e que estava cegando as pessoas no trânsito. Não eram cumprimentos, eram pedidos para que eu baixasse a luz. Ops!
A próxima história é também uma trapalhada. Depois de fazer o teste para tirar a carteira de motorista várias vezes eu ainda tinha trauma de estacionar quando era para fazer baliza. E foi assim que, completamente nervosa, levei horas para colocar o carro em uma vaga onde caberia uma carreta. O pensar que não seria capaz travava minhas ações. O episódio foi em um shopping e as buzinas impacientes me deixavam mais nervosa e a coisa não andava. Por sorte (ou não) estava acompanhada de uma amiga que aceitou pagar o mico de descer do carro e bancar a flanelinha. Vexame.
E por fim, a contramão. Eu estava voltando para casa quando parei em um cruzamento. (Se você mora ou conhece Salvador, foi aquele do Hiperposto, saindo do posto). Uma moto estava na minha frente e quando o sinal abriu, eu o segui. Só que o piloto pegou a contramão em uma avenida super movimentada. Quando ele percebeu o que aconteceu, passou pelo canteiro central da avenida para a pista certa. Eu não podia fazer isso, nem espaço havia. Detalhe: eu tinha cinco meses de carteira. Fiquei desesperada quando vi os carros vindo na minha direção, mas de repente percebi que estavam diminuindo a velocidade. Pararam. A esta altura eu já tinha deixado o carro interromper de tão nervosa que eu fiquei. Um motorista desceu do carro e veio falar comigo. Perguntou o que aconteceu, se eu estava bem. Eu não sabia onde enfiar minha cara de tanta vergonha. Tentei ligar o carro mas tremia tanto que não conseguia. Ele, todo paciente, disse "nós já paramos o trânsito, pode se acalmar ou você não vai conseguir tirar o carro do lugar". Estas palavras me acalmaram instantaneamente. Liguei o carro, agradeci, manobrei e saí. Já em casa, pensei no que poderia ter acontecido e comecei a chorar. Na semana seguinte, passei novamente pelo mesmo trecho. Eu tinha a opção de fazer outro trajeto mas fiz questão de passar pelo mesmo lugar. Pensei "se eu não enfrentar vai se tornar um trauma". O sinal fechou novamente (é raro pegar ele aberto) e saí devagar, desta vez com um carro à frente. Peguei a pista certa, comemorei, gargalhei, estava feliz. Adeus, trauma. Tenho certeza de que enfrentar este medo e vencer colaborou e muito para que eu seja a motorista que sou hoje.
terça-feira, 24 de julho de 2018
O dia que não planejei ou como fiquei sabendo tudo sobre a vida de uma pessoa em duas horas
Eram quase quatro horas da manhã quando um cheiro estranho me fez acordar. Não conseguia identificar o que era, e não consegui voltar a dormir. O silêncio da madrugada torna todos os sons muito perceptíveis e assim eu ouvia uma espécie de estalo com uma certa frequência. Levantei e não demorei a descobrir que era a geladeira tentando ligar, mas sem êxito. A esta altura, a única coisa que eu podia fazer era esperar o dia clarear para adotar alguma providência.
Pouco depois das seis da manhã eu já estava pedindo a amigos (os que sei que acordam cedo), via mensagens pelo WhatsApp, o contato de algum técnico de refrigeração. Um deles perguntou se eu não tinha nenhum seguro e eu lembrei que sim! Liguei para a seguradora residencial e solicitei o reparo. Fui informada que só havia horários disponíveis para agendamento na quinta-feira. Expliquei que era uma emergência, que a geladeira estava repleta de alimentos (se não fosse assim não teria graça) e que quando começasse a perder temperatura tudo estragaria. O conceito de emergência da seguradora é diferente do meu. O máximo que me ofereceram foi agendamento para amanhã. Ainda não satisfazia a minha necessidade, que era de atendimento imediato.
Tentei a seguradora do automóvel e descobri que minha apólice não cobria reparo em eletrodomésticos. Já passam das sete horas da manhã. Decido não ir para a faculdade. De dentro da sala de aula eu certamente não resolveria o problema. Já passam alguns minutos das sete horas. Peço ajuda no grupo do condomínio do WhatsApp e dois vizinhos me indicam técnicos de refrigeração. Resolvo aguardar o horário comercial e pontualmente as oito eu mando mensagem para ambos. Resolvo pesquisar na internet um telefone de uma empresa especializada e encontro. Ligo para uma delas que anuncia que aceita todos os cartões (quem mais me salvaria com uma despesa extra não prevista no final do mês, além do crédito???). Esta empresa me atende, explico a urgência para a atendente e menos de uma hora depois meu interfone tocava anunciando a chegada do técnico. Ele deu o mais grave dos diagnósticos: motor!
A esta altura o WhatsApp já estava bombando de perguntas, palpites, sugestões, recomendações... Decidi fazer o serviço com a empresa mesmo com o "protesto" de alguns amigos que achavam melhor comprar uma geladeira nova. Eu não cogitei esta opção naquele momento. Nenhuma loja me entregaria o produto de imediato e geladeira não é algo que se guarde na bolsa e transporte facilmente, ou seja, o que resolveria meu problema era a substituição do motor (minha geladeira é antiga, tem motor ao invés de chip). Autorizei a execução do serviço e o técnico foi buscar as peças e material de trabalho. Voltou perto de meio-dia e terminou pouco depois das 14h.
Em duas horas, ele me contou toda a vida dele - enquanto trabalhava. É de Recife, está morando em Salvador há quatro meses. A empresa tem filiais em todo o Nordeste, por isto ele também já trabalhou em Fortaleza e Natal. Contou-me que, em Fortaleza, a primeira coisa que viu ao desembarcar na cidade foi um assalto. Em Salvador, viu um assalto na porta de casa, mas não no primeiro dia. Na cidade natal, já estava morando sozinho. Dois meses depois que mudou para a Capital baiana precisou voltar às pressas para Recife porque a casa onde morava foi arrombada e vários pertences levados. Em Salvador, mora em um apartamento com outros três colegas (todos da mesma empresa) mas prefere ir morar sozinho porque os companheiros são muito bagunceiros. Já alugou um lugar para ficar mas ainda não se mudou porque não comprou geladeira, fogão nem televisão. A televisão era a prioridade na compra, mas aí o celular quebrou e ele já não sabe o que fazer. A futura vizinha quer que ele mude logo porque quer companhia. Afinal, "morreu um morador há menos de um mês e ela tem medo de fantasmas".
Ainda fiquei sabendo que ele começou a trabalhar "muito novo" porque o pai mandava "para não ficar em casa sem fazer nada e pensando no que não presta". Tem um irmão e duas irmãs. Uma é solteira e farmacêutica. A outra é cassada e precisou abandonar a faculdade de Veterinária porque teve filhas gêmeas em uma primeira gravidez e outra com microcefalia (grave) na segunda gestação. Foi com o cunhado que ele aprendeu a fazer pão e trabalhou um tempo como padeiro. Depois, o cunhado mudou de profissão e ele também. Ajudante de caminhoneiro ( o cunhado), rodou Pernambuco de norte a sul e de leste a oeste. Providenciou a habilitação para dirigir caminhão mas não foi contratado. E seguiu em frente. Foi trabalhar na parte de açougue de uma grande rede de supermercados e ficou por aproximadamente um ano na empresa.
Então, entrou para o ramo da refrigeração. Saiu da primeira empresa onde trabalhou porque foi assediado pelo chefe. Na empresa atual está ha mais de três anos. Neste período foi pai de uma menina que nasceu prematura (seis meses) e viveu apenas uma semana. Depois disto, o relacionamento com a mãe da menina terminou. E ele não sabe se quer filhos, acha muito complicado criar nos dias de hoje.
O tempo ia passando, e mais confissões eu ouvia. Fiquei sabendo de um amigo dele que teve a perna amputada em um acidente de moto. A outra ocupante da moto, uma mulher, não sobreviveu. E foi assim que a esposa do rapaz ficou sabendo que ele tinha uma amante (a vítima fatal) mas perdoou e eles seguem juntos. O técnico de refrigeração não perdoaria uma traição...
Apesar de já ter sido padeiro, ele não gosta muito de pão. Prefere cuscuz, não troca por nada. E sabe fazer cuscuz. E pão também "de todos os tipos". E sabe fazer o "bolo de rolo" tão famoso da terra natal. Em Salvador, não teve coragem de comer o quitute mais conhecido da Capital da Bahia: o acarajé. Motivo? Medo de ter camarão na massa. Ele é alérgico. E se tiver que ir tomar remédio na veia no hospital vai ser um problema porque ele "morre de medo de injeção".
Torcedor do Náutico, também gosta do Carnaval de Pernambuco, mas quer conhecer o de Salvador porque "dizem que é maravilhoso". Gosta muito de relógios e ficou muito chateado porque as pessoas que invadiram a casa onde morava em Recife levarem três modelos de relógio que ele gosta muito. Levaram também as "roupas de marca", a televisão e o ar-condicionado. Este último ele recuperou. Soube que estava na casa de um homem e foi lá falar com ele. A princípio, o rapaz não quis devolver porque pagou por ele, mas quando se ameaçou chamar a polícia...
Sobre Salvador, ele acha algumas coisas mais caras e outras mais baratas que em Recife. Utiliza o aplicativo Waze para atender os chamados de visitas técnicas mas fica com medo de que os mapas o guiem para locais perigosos. Contou-me que foi a uma comunidade fazer um serviço e na saída da casa do cliente um homem apontou uma arma para ele e disse que estava quebrada e perguntou se ele consertava também. Como o homem riu, ele brincou também e saiu "o mais depressa possível".
Talvez eu tenha este dom de deixar as pessoas bastante à vontade. Elas acabam me contando muitas coisas pessoais. Depois do técnico de refrigeração de hoje eu só desejei que se for algo natural em mim que assim permaneça para que seja muito útil na carreira de psicóloga. O papo estava ótimo mas ele terminou o trabalho. No final da contas, o serviço foi bem feito, a geladeira voltou a funcionar perfeitamente. Recomendo a empresa e o técnico. Passaram no meu controle de qualidade.
segunda-feira, 23 de julho de 2018
Os sete pecados capitais - episódio 5
A ira é a raiva descontrolada. O ódio, o rancor. É um sentimento socialmente condenável e por isto mesmo é difícil admitir que sentimos raiva. Entretanto, é importante sentir raiva. É importante admitir que está sentindo raiva e decidir o que você vai fazer com ela. São duas as possibilidades. Na primeira, você decide se deixar dominar pela raiva. E isto não necessariamente significa que você precisa ter atitudes como a de Michael Douglas no filme "Um dia de fúria" e transformar toda a raiva em agressividade física. Você pode usar a raiva para se automotivar, por exemplo. Na segunda possibilidade, é você quem domina a raiva. Respira fundo, conta até dez e o autocontrole entra em cena. Então, você racionaliza o sentimento. Isto pode ser bom, mas pode não ser também. Muitas vezes, quando algo não explode... implode! E guardar ressentimentos não é bom.
Resumindo: todos os sentimentos são importantes. E isto inclui a raiva, a tristeza, e outros que consideramos ruins, negativos, inferiores. Não são. Eu não me permitia sentir raiva justamente por estas razões, mas ultimamente descobri que ajo muito "implodindo" a raiva dentro de mim. E aprendi também que posso transformar o sentimento ruim em bom, como expliquei no parágrafo anterior. A vida é um eterno aprendizado e eu realmente adoro as lições que ela me traz.
domingo, 22 de julho de 2018
"Vai pra cima dele Esquadrão"
Eu não sou a favor da violência de nenhuma forma. Na última sexta-feira (20), parte da torcida do Bahia recebeu o time no aeroporto de Salvador com agressões verbais e físicas que se estenderam ao carro de um jogador (onde a família dele estava) a caminho de casa. A queda do rendimento do time motivou a saída do treinador Guto Ferreira mas desde a chegada do novo comandante, Enderson Moreira, nada mudou. Pelo contrário, passamos quatro jogos sem fazer um gol, perdemos o título regional do Nordeste, não saímos da zona de rebaixamento do Brasileirão e quase fomos eliminados na Copa do Brasil mesmo com a vantagem de 3x0 no jogo de ida contra o Vasco da Gama. Ainda assim, acredito que não há justificativas para o comportamento da torcida. Futebol é paixão e paixão às vezes provoca ira.... (a propósito, eu já ia esquecendo da minha série sobre pecados capitais e resolvi escrever sobre mais um deles para a postagem de amanhã... nada é por acaso, o tema é ira!).
O episódio esteve na pauta de toda a mídia esportiva soteropolitana e nas redes sociais este final de semana. A maior parte das opiniões que eu li criticavam o comportamento do grupo de torcedores mais exaltados. Não me posicionei publicamente, mas como vocês já perceberam, também não concordo. O próximo compromisso do time era o clássico contra o Vitória hoje. Mandante do jogo, com torcida única e vindo de oito jogos sem perder para o principal adversário. Uma partida que se perder torna a crise praticamente irremediável e se ganhar ela vai embora de vez. Ganhou. E ganhou bem. O placar elástico (4x1) refletiu a superioridade em campo. E o melhor de tudo foi ver a raça, a dedicação, o comportamento que se espera de um jogador que veste a camisa do Esquadrão de Aço. O time soube transformar a raiva (pelas agressões) em motivação. Termina o clássico mantendo a invencibilidade (agora nove partidas), saindo da zona de rebaixamento e ultrapassando o principal adversário na classificação, voltando a marcar gols e fazendo as pazes com a apaixonada torcida. Que seja o retorno de uma fase de glórias que a nação tricolor tanto merece.
sábado, 21 de julho de 2018
O livro!
Quando falei aqui sobre escrever um livro, desejei que o universo me mandasse um tema. Parece que ele me atendeu... Certa vez eu comprei um curso virtual no qual "conheci" pessoas de todo o Brasil. Fizemos um grupo no WhatsApp e nos falamos de vez em quando. Foi assim que hoje uma das meninas contou uma história de amor que parece roteiro de filme e eu perguntei (brincando) se ela deixava eu escrever o livro. E não é que ela levou a sério? Começamos a conversar no privado e vimos que é absolutamente possível. Agora é só esperar ela voltar para a ideia sair do papel, ou melhor, ser colocada no papel!!!!
Meu lado racional fica desesperado gritando "mulher, deixa de loucura, sua rotina já é mais acelerada que carro de fórmula 1!!!!!". Esquece, cérebro. Vou escutar meu coração. Qual o meu objetivo? Fama? Dinheiro? Não, nada disto. Meu objetivo é contar uma linda história e fazer a protagonista dela na vida real se emocionar a cada vez que relembrar os detalhes por meio da minha narrativa. E se mais alguém (além de nós duas) ler o livro e isso fizer esta pessoa acreditar ou não desistir do amor, sentirei que minha missão estará mais do que cumprida.
sexta-feira, 20 de julho de 2018
Dia do Amigo
Amigos são a família que a gente escolhe. Amigo é amigo quando a gente está bem e é mais amigo ainda quando a gente não está. Amigo incentiva, amigo puxa a orelha, amigo joga verdades na sua cara. Amigo ri com você, amigo ri de você, amigo chora com você ou enxuga as suas lágrimas na manga da camisa quando lhe oferece o ombro. Amizade é uma das formas mais verdadeiras de expressão do amor. E o amor supera qualquer barreira. Se não for assim, não é amor.
Ao contrário do Roberto Carlos, eu não quero ter um milhão de amigos, mas não os desprezarei se eles surgirem, mas não é uma questão de quantidade e sim de qualidade. Aos meus (não muitos) amigos, a minha gratidão por todos os conselhos, broncas, aprendizados, gargalhadas.... É uma honra fazer parte da história de vocês e um privilégio que vocês façam parte da minha.
quinta-feira, 19 de julho de 2018
Toda forma de amor
Contando os dias para o show de Lulu Santos em Salvador relembrando um dos grandes sucessos da carreira do cantor. Admiro o trabalho de Lulu desde a minha infância e esta canção, sem dúvidas, é uma das minhas favoritas. Um hino. Sinto-me representada.
quarta-feira, 18 de julho de 2018
Rinite alérgica
Eu não sei o que é viver sem rinite alérgica. Ela aparece nas minhas mais remotas lembranças de infância. E nos relatos de minha mãe sobre a minha tenra infância também. É uma doença sem cura, mas que não mata e a gente aprende a conviver com ela. Um cheiro mais forte, uma mudança brusca de temperatura, aumento da umidade do ar, poeira... qualquer coisa é motivo para a danada dar as caras. E haja nariz entupido e coçando, respiração bucal, coriza...
Eu tinha o diagnóstico do "senso comum", mas resolvi procurar um médico para confirmar se era somente esta "ite" que me incomodava ou se tinha a sinusite também. Dos males, o menor. "Somente" a rinite alérgica. A médica fez um exame chato (tipo uma endoscopia nasal), depois me deu uma aula sobre como o processo acontece (adoro!) e as medidas que posso adotar para amenizar a situação (limpeza do ambiente, evitar animais que soltam muitos pelos etc). E então, para finalizar, a receita com os medicamentos. Eu disse a ela que iria tratar com homeopatia e ela falou que achava ótimo mas que não era para desprezar a alopatia. Não comprei os remédios.
Por mais que a doutora diga que o corticóide é de uso tópico e não tem efeitos colaterais, eu não tenho boas recordações do uso da substância e só farei novamente se for absolutamente necessário. Eu nunca usei medicação para rinite e ela não está muito pior agora a ponto de justificar o início.... Já da homeopatia eu tenho boas lembranças. Passei dias em pleno inverno respirando pelo nariz quando fiz uso uma vez. Não estou incentivando ninguém a optar por este ou aquele tratamento, estou falando do que é melhor PARA MIM! A receita continua guardadinha porque sei que os efeitos serão mais rápidos que a homeopatia e, em caso de emergência, vou recorrer aos remédios tradicionais. Por enquanto, não. O que são alguns dias com rinite para quem sofre disso desde que nasceu?
terça-feira, 17 de julho de 2018
"É tetra! È tetra! È tetra! O Brasil é tetracampeão mundial de futeboool"
Os fogos anunciavam: 1994 começava. Eu tinha uma certeza inexplicável: naquele ano, o Brasil conquistaria o quarto título mundial no futebol. Claro que não tenho como provar que eu falei "este ano vamos ser tetra" logo nos primeiros minutos após a meia-noite. Minha única testemunha, minha mãe, não deve lembrar. E ainda que lembrasse, seria suspeita por ser minha mãe. E não foi uma previsão, uma premonição, foi um desejo muito forte de que isto se tornasse uma verdade. Esta é a questão que trago aqui novamente: a força da mente. Pode se aplicar a um título esportivo? Não sei.
O fato é que a seleção chegou aos Estados Unidos desacreditada (sim, a Copa foi sediada em um país com pouca ou nenhuma tradição e paixão pelo futebol). A convocação foi contestada, como em todas as Copas. A escalação foi contestada, como em todas as Copas. As substituições foram contestadas, como em todas as Copas. A escolha do capitão do time foi contestada, como em todas as Copas. O Brasil daquele ano tinha um meio de campo pouco inspirado na criação das jogadas, mas bem arrumado defensivamente. Os jogos não foram fáceis, quase todos vencidos por placares mínimos. Brilhou a estrela de Romário, que fez a diferença em várias partidas.
E naquele 17 de julho estávamos todos unidos em torno de um sonho prestes a ser realizado. Milhões de brasileiros com os olhos sem piscar na frente da televisão, acompanhando uma partida tensa. Uma final Brasil e Itália de baixa qualidade técnica e muita emoção. Sem gols no tempo normal. Sem gols na prorrogação. Só veríamos a rede balançar nas cobranças de pênaltis - a primeira e única Copa até aqui a ser decidida desta forma. A cobrança de Romário quase foi desperdiçada, mas não foi. Campeão também precisa contar com a sorte às vezes.... E chega a hora do craque do time italiano chutar contra o gol de Taffarel. O Brasil vencia por 3x2 e era a última cobrança da "Azzurra". Roberto Baggio, que levou a Itália tão longe naquela Copa, chuta para fora. O Brasil era tetracampeão mundial de futebol. Um título depois de 24 anos.
O tetra me ensinou muita coisa. Lições que carrego para a vida. Naquela final aprendi que devemos acreditar que é possível e persistir até o último instante. Aprendi também que podemos errar. Todos, sem exceção. Ninguém imaginava que Baggio perdesse a cobrança, mas ele perdeu. O lidar com este erro é o xis da questão. Vivemos em uma sociedade que nos cobra a perfeição o tempo inteiro. Nossos erros são julgados, são punidos, não são perdoados. Baggio é lembrado muito mais por este único erro do que por todos os acertos naquela Copa. E a Itália não estaria na final sem ele. E aprendi também que quando acontece algo para lhe deixar triste (a morte de Ayrton Senna) a vida se encarrega de compensar (o título do futebol).
Abaixo o vídeo da cobrança de Roberto Baggio, com a folclórica narração de Galvão Bueno e a marcante cena da comemoração emocionada com Pelé e Arnaldo César Coelho.
segunda-feira, 16 de julho de 2018
O conector está desconectado
Sabe quando você começa a rir sem parar de uma coisa absolutamente boba? Acabou de acontecer comigo. Ligo o computador para escrever a postagem do dia e desencaixo o fone de ouvido. Resultado, a máquina me mostra a mensagem "o conector foi desconectado". O que há de engraçado nisto? Nada, Uma pequena redundância, talvez, que não justifica. Depois de cinco minutos rindo sem parar, eu chego à conclusão de que não havia nada engraçado... Só que a sensação de bem estar que o riso traz é maravilhosa. Acho válido de vez em quando rir de bobagens, faz um bem enorme.
Lembrei de quando eu estava dirigindo com o Waze ligado e a rota mandou que eu pegasse a quinta avenida do "cab". O que há de engraçado? O Governo da Bahia concentra a maior parte da estrutura estatal (órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário) em uma única localidade: o Centro Administrativo da Bahia. Construído na década de 1970, rapidamente o Centro ganhou uma sigla - pela qual o conhecemos hoje: CAB. Sendo brasileiro, você leria CAB (com a pronúncia como "cabe"). Certíssimo. Só que a voz do Waze não sabe disso e lia "cab" com a pronúncia em inglês (algo como "queb"). Foi o suficiente para despertar outra crise de riso ouvir a indicação da rota.
Claro que rir demais às vezes pode ser sinal de desespero, nervosismo... Nestes casos, acho que é preciso uma atenção um pouco maior porque pode indicar algum problema um pouco mais sério. Caso contrário, como na frase "o conector está conectado" ou "o conector foi desconectado" o único problema seria (e de fato aconteceu) esquecer qual era o tema original da postagem. Certamente não seria nada muito criativo, não ando em uma fase inspirada.
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