quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

No que você está pensando?

O tema da postagem de hoje veio do Facebook. Abri a rede social para olhar as "novidades" e, como de costume, deparei com a pergunta "no que você está pensando, Conceição?". É Facebook, até você... Já se deram conta que sempre nos estimulam a falar sobre os nossos pensamentos, e não sobre os nossos sentimentos? O Facebook até oferece a opção de escolher um sentimento para acompanhar a postagem, mas, o tema principal, são os pensamentos. 

É assim na vida real também. Na escola, o único aprendizado que é verificado, cobrado, incentivado, é o racional. Teorema de Pitágoras, Leis de Newton, novo acordo ortográfico e várias outras coisas que devemos memorizar para alcançar boas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e garantir um alto índice de matrículas para o colégio no ano seguinte, depois que nosso nome for estampado no outdoor com a aprovação em Medicina, Direito, ou qualquer outro curso bastante concorrido. Para os alunos de escola pública (como eu fui), o objetivo não é garantir matrículas, é garantir votos para o governante que investe em educação "de qualidade". 

Aprofundo minhas opiniões sobre educação em outro momento, sigamos adiante. Nos últimos anos as coisas começaram a mudar, mas para pior. Se éramos incentivados a pensar o tempo todo, agora somos obrigados a escolher qual pensamento reproduzir. Estamos sempre com pressa e se outros já pensaram por nós, já defenderam argumentos, por que nos dar o trabalho de pensar tudo novamente? É só ler e compartilhar o pensamento alheio que combina com o meu, mesmo que eu não tenha entendido boa parte do que a pessoa escreveu, mesmo que eu nem tenha lido mas já tenha ouvido falar que fulaninho é inteligente ou o digital influencer do momento. Sem perceber, vamos repetindo frases e discursos de outrem até que aquele pensamento se torne "nosso". E com conhecimentos rasos, advindos de leituras do Instagram ou videos do Youtube (e nem checamos a veracidade das informações que circulam nas redes, porque não temos tempo ou vontade). 

E vamos assim, pensamentos, pensamentos, pensamentos... quando chegará a era dos sentimentos? Estive em um curso uma vez, em que a facilitadora falou que nosso grande erro é pensar que somos seres racionais que sentem, quando na verdade somos seres emocionais que pensam. Esta frase veio em um momento de autoconhecimento onde eu estava justamente aprendendo a aceitar que essa é uma grande minha verdade. Sim, porque a minha verdade pode não ser a do outro. 

Seremos massa de manobra fácil sem o mínimo senso crítico, é verdade. Não disse em momento algum que o pensamento deve ser eliminado, apenas lembrei que o sentir, a inteligência emocional, também é uma inteligência. Mas se o pensamento, que sempre foi prioridade, está perdendo o valor, não quero nem pensar no futuro dos sentimentos. 

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O efêmero

Às vezes tenho a impressão de que vivemos em uma época onde as coisas, ideias e sentimentos não são feitos para durar. Ou melhor, são feitos para durar o tempo de um "storie" no Instagram. São tempos de velocidade, de instantaneidade, das histórias sem continuidade. 

O celular do ano passado já está obsoleto simplesmente por ser do ano passado, porque o deste ano tem apenas uma pequena bobagem de diferente, mas executa as mesmas funções. As músicas do ano passado também já são "velhas". Computadores, roupas, amigos, ídolos, tudo precisa ser trocado periodicamente para ninguém ficar de fora das tendências. Se um relacionamento amoroso acaba, o tempo do "luto" é igual ao tempo de fazer um perfil no Tinder e dar o primeiro "match". Instantaneamente vamos tornando tudo efêmero. 

Eu ainda acredito nas coisas mais duradouras, por mais démodé que isso seja. As músicas boas, por exemplo, são eternas. Daqui a dez anos talvez ninguém lembre de alguns "hits" deste verão, mas certamente haverá alguém escutando Beatles ou Michael Jackson, mesmo que sejam chamados de antigos, ultrapassados, saudosistas. E se eu não mudar muito, serei uma dessas pessoas. 

E como eu amo as metáforas e elas andam sumidinhas por aqui, vamos trazê-las de volta. Tenho quase convicção de que você será sempre Beatles ou Michael Jackson para mim. Sempre vou amar, sempre vou querer perto, sempre me farão feliz, ainda que outros critiquem, julguem, peçam para tocar Ivete ou MC Kevinho. O que é bom é para sempre, e cada segundo do seu lado é maravilhoso. Não posso deixar de esperar e sonhar em viver isso novamente. 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Superstições!

Em condições normais de temperatura e pressão, a maioria de nós, humanos, é supersticioso sim. Uns em maior grau, outros nem tanto. Estou nessa segunda categoria e a cada dia que passa minhas superstições diminuem. Não poderia ser diferente, depois daquele longínquo dia em que estava indo fazer uma prova de Matemática na escola e um gato preto passou correndo bem na minha frente (quase me derruba), a poucos metros do colégio. Fiquei tensa por cinco segundos, afinal, a Matemática e eu nunca morremos de amores uma pela outra. Fiz a prova e minha nota foi oito. Era o fim da superstição com os gatos pretos. No máximo mudaria a crença: ele me deu sorte. 

E assim as coisas foram acontecendo, mas ainda não posso me considerar uma pessoa sem superstição. O que hoje mudou foi que as (poucas) superstições que tenho são somente de coisas boas. Nada de azar! Penso que se eu ficar acreditando que ele existe, ele existirá. Entre as minhas "novas" superstições, a que mais se destaca, talvez, é a da flor.  Tem uma planta na minha casa que me dá flores esporádicas de presente. São flores vermelhas, lindas, que nascem e morrem no mesmo dia.  Comecei a observar que toda vez que brota uma flor nesta planta acontece alguma coisa que me deixa feliz, ou melhor, mais feliz, porque já é uma felicidade ganhar esse presente da natureza. 

Resumindo: quando a superstição é para algo de bom, eu tendo a acreditar. Hoje eu tenho uma coisa importante a fazer, algo que pode (e deve) mudar o meu futuro. Um processo seletivo para uma nova graduação. O mais comum é ficar um pouco tensa nessas situações, mas a sequência de fatos me deixou com boas energias, vibrações, certezas. Normalmente eu não me lembro dos meus sonhos. Eles se apagam da memória com o toque do despertador. Eu só recordo dos sonhos que eu preciso recordar, disso eu tenho certeza. Esta manhã eu acordei lembrando do sonho e a primeira coisa que fiz quando levantei foi procurar o significado dele na internet. Os sites especializados falaram em dias felizes a caminho, projetos antigos saindo do papel, só coisas positivas e que se encaixam na minha realidade neste 29 de janeiro. E quando eu olho para a minha plantinha na varanda... tcham, tcham, tcham, tcham... a flor!!!! Não tem como não me encher de pensamentos positivos!!!!


Olha a flor ai...

domingo, 28 de janeiro de 2018

"Tudo muda o tempo todo no mundo"...

"Não adianta fugir nem mentir para si mesmo..." Acredito muito nesta sentença. Mentir para si mesmo é a pior das mentiras, mesmo quando há uma suposta boa intenção (proteção, segurança) guiando este ato. E não adianta fugir, porque o que é essência um dia vem à tona. 

Não podia ser outro o tema da postagem de hoje, depois de um final de semana que me trouxe tantas lições, tantas reflexões. "Como uma onda", canção de Lulu Santos, foi lançada em 1983. No auge dos meus cinco aninhos eu já me pegava pensando em como tudo muda o tempo todo no mundo, como a vida vem em ondas como o mar? Encontrei respostas que mudaram ao longo dos anos, conforme fui crescendo, mas hoje estes questionamentos voltaram. Estou mentindo para mim mesma? 


 

sábado, 27 de janeiro de 2018

BBMP!!!!!!!!!!!!!!!!!

Desde criança eu gosto de futebol. Ele está nas minhas mais remotas lembranças, quer seja nas minhas (fracassadas) tentativas de praticar o esporte ou dos jogos que acompanhei pela televisão. Meu pai torcia para o Esporte Clube Bahia, paixão que ele herdou do pai. Apesar de eu não ter crescido na companhia de meu avô, que nos deixou quando eu três ou quatro anos, tenho vagas recordações dele fazendo pipoca para mim e me mostrando o estádio - ele morava bem perto, tinha uma visão privilegiada. Eu nasci com o DNA tricolor também, mas demorei a aceitar, até lutei contra isso por alguns anos. Vejamos. 

Na minha casa, no meio da sala, tinha um quadro com o distintivo do Esporte Clube Bahia. Eu admirava o quadro, sempre ficava olhando para ele. Como eu não tinha a melhor das relações com meu pai (e não tenho até hoje) e adorava Zico, eu "resolvi" que seria Flamenguista. Ao ver que isso deixava meu pai irritado, afinal o Flamengo é rubro-negro e tem as mesmas cores do Vitória, eu deitava e rolava. Bobagem, grande bobagem. 

Meus pais se separaram e o contato com meu pai foi ficando cada vez mais escasso. Acompanhando futebol apenas pela televisão, comecei a simpatizar com o São Paulo de Careca, ali nos meados dos anos 80. E essa fase durou até o final dos anos 2000. 

Na adolescência, a maioria da minha turma na escola era torcedora do Vitória, o maior rival do Bahia. Em um dia normal de aulas, um torcedor do Bahia tinha levado a camisa para a escola e deixou pendurada na cadeira. Na hora do intervalo, um grupo de torcedores do Vitória viu a camisa e começaram a dizer que era "pano de chão". Nunca tive tanta agilidade na minha vida. Voei em cima do manto sagrado e enfrentei os meninos dizendo que ninguém pegaria da minha mão a camisa. E não pegaram. Ficaram dizendo que não sabiam que eu era tricolor e eu, sem querer admitir para mim mesma, respondia que só tinha feito isso porque era a camisa de um amigo querido. 

O tempo foi passando, e fui "baixando a guarda". Fui começando a dividir minha atenção entre Bahia e São Paulo até que fui ao estádio. Não teve jeito, apaixonei de vez. Nem lembro que o São Paulo existe mais. Assistir a um jogo do Bahia no estádio é uma emoção indescritível. Todo torcedor deve achar isso em relação ao próprio time, mas o Bahia tem uma magia, uma coisa inexplicável. Até nisso minha vida mudou, como foi importante assumir, entender, expressar minhas emoções. No futebol, em tudo. BBMP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (Bora Bahêa minha porra!)


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O tempo passa, o tempo voa...

Era final de 2016 quando uma amiga me indicou esse livro!? Nem sei como classificar, na verdade. "Uma pergunta por dia" tem formato de livro mas quando você abre parece um caderno, um bloco de notas. Como o próprio nome diz, a publicação traz uma pergunta por dia para que você responda. São questionamentos bem variados, das coisas mais triviais às mais complexas. São questionamentos que vão desde qual o última vez em que você esteve em um restaurante até qual a sua missão na vida. 

Há espaços para respostas de cinco anos. Você pode iniciar a qualquer momento, já que é atemporal. Eu comprei o meu tão logo a amiga indicou, no final de 2016, mas, como faltavam poucos dias para o ano novo e de alguma forma eu intuía que ele seria um divisor de águas para mim, deixei para começar a responder no primeiro dia de 2017. Ao longo do ano, tive a sensação de que estava escrevendo um livro sobre mim. São meus pensamentos, sentimentos e lembranças ali registrados. 

Quando eu já achava legal, 2017 se despediu. Com o início de 2018 a sensação foi ainda mais gostosa. Ao escrever as páginas do livro sobre mim não tenho como não observar a resposta do ano anterior. Algumas coisas já estavam esquecidas, outras mantiveram a resposta, outras mudaram. Não sei se ainda pensarei assim no último ano do livro mas hoje tenho vontade de comprar outro para mais cinco anos. Estou gostando bastante. Fica a dica. 



quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Dinheiro!!!

Não, não estou sem assunto. Ao contrário, tenho vários. Muitos, diversos, aos montes. Entretanto, não estou conseguindo organizar as ideias porque a sessão de terapia/coaching me deu uma chacoalhada hoje e fiquei com o pensamento agitado. Então, vamos a uma parada de sucessos musicais com um dos temas que causou todo esse rebuliço mental: dinheiro!

Sem uma ordem de importância, de forma aleatória, vamos curtir a playlist. 

Tim Maia - Não quero dinheiro
Paulinho da Viola - Pecado Capital
Raul Seixas - Ouro de tolo
Bruno Mars - Billionaire
Psirico - Lepo Lepo











quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Fechando as postagens sobre seleção

Hoje sim, fechando a sequência das postagens sobre seleção para emprego/estágio. Não tenho formação na área, sou uma profissional de comunicação que foi parar na Gestão de Pessoas, e com isso a minha "técnica" é uma só: intuição.  As primeiras seleções eu apenas acompanhei e observei como a administradora fazia. Quando chegou a hora de fazer as seleções sem ela, pensei em copiar o  que ela fazia mas, assim como faço com praticamente todas as receitas culinárias que pego para fazer, mudei alguma coisa. Até que ficou com a minha cara. 

Devem ter sido algumas poucas dezenas de seleção nestes dois anos e, claro, tenho algumas histórias para contar. Aprendi e aprendo muito nas seleções. Aprendo com as histórias, com a observação do comportamento humano... Talvez tenha sido nas seleções que aprendi a fazer cara de paisagem para não expressar nenhuma emoção ao ouvir coisas como estas que escrevo a partir de agora. 

Logo na primeira vez, quando eu ainda só observava, uma candidata falou mal da organização. Oi!?  Se é ruim, por que você quer ir para lá?????? Na mesma oportunidade, outra diz "eu estou fazendo a seleção porque quero passar pelos meus próprios méritos, mas não precisava porque tenho uma pessoa que poderia me colocar lá dentro direto". Sim, meu bem, e eu estou aqui fazendo o quê? Apenas divando? Achei uma falta de respeito com os outros candidatos, de certa forma ela falou que por ter uma alma nobre deu chances a eles, mas que ela ficaria com a vaga porque, além dos próprios méritos, tinha quem a indicasse. Nem passou para a segunda etapa.

Teve também a garota que respondeu "eu sou evangélica" quando eu pedi que ela citasse uma qualidade. Oras, se ser evangélico é qualidade, na forma de pensar dela, suponho que não ser seja um defeito. Segunda etapa cancelada com sucesso. 

Em outra seleção, uma garota estava muito nervosa. Muito mesmo. Ela deve ter visto em algum lugar ou alguém ensinou que ela segurasse alguma coisa para se acalmar e optou por uma caneta. Não funcionou, ela acabou partindo a caneta ao meio. Quando ela viu que quebrou a caneta ficou mais nervosa e envergonhada. Os rapazes também protagonizaram cenas inusitadas. Teve um que respondeu que não sabe trabalhar sozinho porque tem medo da solidão e elegeu como ponto a melhorar em si mesmo... o charme! Esta criatura também elegeu como principal qualidade o fato dele ser vaidoso e gostar de se arrumar. Sim, isso mesmo. 

Em uma seleção recente, um dos candidatos se apresentou muito bem. A menina que falaria logo após dele pediu para desistir dizendo que percebeu que não estava preparada. Outra garota entrou na sala e antes que eu me apresentasse ela perguntou aos demais candidatos se algum era indicado. Sem contar as histórias de vida que comovem...

Tem aqueles que ensaiam as respostas na véspera e chegam com o discurso pronto, algo como "eu me sinto preparado para oferecer meus conhecimentos a esta conceituada empresa e sei que posso contribuir muito para o crescimento da organização e blá blá blá". Então, eu faço uma pergunta que a pessoa não está esperando. Alguns ficam como papagaios repetindo o discurso ensaiado, mas todos acabam me mostrando um pouco de como são. 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

O estagiário

Queria prosseguir a sequência das postagens sobre seleções (como sugeri no final da postagem de ontem) mas o sono está me vencendo... e de goleada! Então, amanhã eu conto os casos pitorescos, engraçados, esquisitos. Por ora, um vídeo de humor que gosto bastante e que mostra (algumas) situações que conheço ou que já ouvi falar (certamente e infelizmente foi baseado em fatos reais). Não sei de quem é o texto, mas a performance de Murilo Gun está ótima, bastante convincente. Acho que vale a pena o clique no play.


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Gerir pessoas

Teria sido o destino que me levou à área de Gestão de Pessoas? Não contei aqui ainda mas entre uma faculdade de Comunicação (Publicidade) e outra (Jornalismo) eu tentei fazer Administração. Abandonei o curso no terceiro semestre por algumas razões e uma delas foi a falta de identificação. Costumo dizer que a Administração é mais exata das Ciências Humanas. Por mais que as últimas correntes teóricas tenham uma valorização maior do ser humano (de onde decorre a mudança de terminologia de "Recursos Humanos" para "Gestão de Pessoas"), o foco principal sempre foi e sempre será o monetário, o lucro. E não é esta a maior riqueza para mim.

Não estou dizendo que toda empresa deveria ser filantrópica, não estou condenando a Administração, não estou dizendo que dinheiro não é bom e eu não gosto. Muito pelo contrário, acredito que a Administração é muito importante para a sobrevivência de uma organização, qualquer que seja ela. E o dinheiro pode trazer felicidade quando utilizado para realizar sonhos. Apesar dos três semestres de faculdade, eu só conheci a Gestão de Pessoas, de forma muito superficial, na pós-graduação. E depois, com um pouco mais de detalhamento, estudando para concursos públicos. 

E então veio o destino (ou teriam sido minhas escolhas? ) e me levou para a área de Gestão de Pessoas, especificamente para trabalhar com acompanhamento de programa de estágio. Uma paixão avassaladora. Atrair, desenvolver, manter. Dessa paixão para o flerte com a Psicologia foi um piscar de olhos. Nova graduação à vista, como a vidente previu (conto isso depois). 

Acredito que a minha paixão pela Gestão de Pessoas foi correspondida. Ouvi hoje de um colega que selecionar estagiários é muito difícil e que ele não gostaria de fazer o que eu faço o tempo inteiro. Realmente, não é muito fácil, mas tenho gostado bastante. Não tenho formação, não tenho técnica, é tudo baseado na intuição. Tenho um jeito bem próprio e especial de fazer isso.  A missão é, em uma hora e meia ou duas horas, identificar algumas características do candidato e comparar com o perfil da vaga, para ver se há correspondência. Depois, encaminhar para a segunda etapa (entrevista com o gestor da área) os aprovados. Na sequencia, providenciar contratação, inclusão em folha de pagamento, acompanhamento mensal de frequência, etc. 

Tenho aprendido bastante com as seleções para estagiário. Vou fazer um apanhado geral na memória para trazer para cá algumas histórias curiosas, engraçadas, estapafúrdias que aconteceram nestes quase dois anos. Pronto, parece que a postagem de amanhã já está decidida. 


domingo, 21 de janeiro de 2018

Válvula de escape

Costumo dizer que a ansiedade é o mal do século. Muitas pessoas sofrem com isso e é algo que caminha lado a lado com o estresse. O estresse precisa de uma válvula de escape e aí entra a importância (também) das atividades físicas, do lazer e dos hobbies. Eu tenho hobbies, assim mesmo, no plural. Acredito que pelo fato de termos que fazer sempre escolhas (já escrevi sobre isso por aqui) acabamos nos apegando ao "ou" e até mesmo quando cabe um "e" optamos pelo que nos é mais familiar. Gostar de pagode "ou" de MPB? E se eu escolher trocar o "ou" pelo "e" e apreciar os dois gêneros musicais? Muitas vezes as minhas escolhas são assim...

Hobbies, por exemplo. Não sei se é possível alguém adotar um hobby por uma decisão racional porque comigo não foi assim. Além da escrita, gosto de fotografias (tenho usado mais o celular para os registros, por enquanto), de leitura, de cuidar de plantas. As plantas me ensinam bastante. Cada uma tem um jeitinho diferente e precisamos aprender como cuidar delas, o que elas gostam. Seria mais fácil se viesse com manual de instruções, mas não vem. Certo, eu não leio a maioria doa manuais de instruções a não ser que apareça algum problema com a "coisa", mas é bom saber que eles estão ali para qualquer eventualidade. No caso das plantas, o "manual" é o Google. 

Assim como (a maioria) das pessoas, as plantas não expressam verbalmente como gostam de ser tratadas. "Pode me colocar no sol, por favor? Eu gosto". "Não, não me dê mais água, ainda não preciso". Se você souber o nome da planta, o Google ensina o que fazer. Eu não sei o nome das minhas, então, tenho que recorrer à observação. Algumas vezes não dá tempo e a planta morre antes de ficarmos amigas, mas faz parte da vida. Talvez  seja assim com as pessoas também, a relação acaba de antes de entendermos o outro. 

O fato é que ter (pelo menos) um hobby ajuda muito no alívio das tensões do cotidiano. As plantas apareceram para mim meio por acaso. Minha mãe sempre teve plantas em casa mas eu ainda não tinha pensado no assunto até que fui a um evento sobre sustentabilidade em que os participantes foram presenteados com mudas de plantas. Pronto, nascia ali uma nova paixão.