Às vezes tenho a impressão de que vivemos em uma época onde as coisas, ideias e sentimentos não são feitos para durar. Ou melhor, são feitos para durar o tempo de um "storie" no Instagram. São tempos de velocidade, de instantaneidade, das histórias sem continuidade.
O celular do ano passado já está obsoleto simplesmente por ser do ano passado, porque o deste ano tem apenas uma pequena bobagem de diferente, mas executa as mesmas funções. As músicas do ano passado também já são "velhas". Computadores, roupas, amigos, ídolos, tudo precisa ser trocado periodicamente para ninguém ficar de fora das tendências. Se um relacionamento amoroso acaba, o tempo do "luto" é igual ao tempo de fazer um perfil no Tinder e dar o primeiro "match". Instantaneamente vamos tornando tudo efêmero.
Eu ainda acredito nas coisas mais duradouras, por mais démodé que isso seja. As músicas boas, por exemplo, são eternas. Daqui a dez anos talvez ninguém lembre de alguns "hits" deste verão, mas certamente haverá alguém escutando Beatles ou Michael Jackson, mesmo que sejam chamados de antigos, ultrapassados, saudosistas. E se eu não mudar muito, serei uma dessas pessoas.
E como eu amo as metáforas e elas andam sumidinhas por aqui, vamos trazê-las de volta. Tenho quase convicção de que você será sempre Beatles ou Michael Jackson para mim. Sempre vou amar, sempre vou querer perto, sempre me farão feliz, ainda que outros critiquem, julguem, peçam para tocar Ivete ou MC Kevinho. O que é bom é para sempre, e cada segundo do seu lado é maravilhoso. Não posso deixar de esperar e sonhar em viver isso novamente.
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