Uma amiga me indicou este vídeo hoje e achei fantástico porque mostra algo que há algum tempo venho pensando: como eu posso construir minha imagem, comportamento, personalidade a partir do olhar do outro sobre mim. Não vou falar mais sobre isso agora para não influenciar a percepção/interpretação de quem vê o vídeo mas certamente o assunto voltará sobre aqui porque quero deixar minhas impressões registradas. Sem mais delongas, o vídeo.
Na verdade ela é poesia, mas a gente esquece disso. Estamos sempre pensando em poesia como um texto em versos, com palavras bonitas, rimas inteligentes, gramática impecável, mas é muito mais que isso. Poesia é levar a vida de forma leve, entender que pequenos instantes podem ser momentos inesquecíveis. A vida é poesia quando a gente aprende a valorizar o que realmente importa... então, cada dia passa a ser um verso.
domingo, 11 de março de 2018
sábado, 10 de março de 2018
Vento, ventania
Inusitado, diferente, surreal? Qual adjetivo você prefere? Contarei a situação e depois você decide. Uma das minhas amigas aniversariou esta semana e fez um almoço hoje para comemorar. O local da comemoração foi o espaço de churrasqueira no prédio onde ela mora. Espaço aberto, ventilado. Muito ventilado. Ventilado até demais. O vento estava tão forte que levava comida do prato, jogava bolsas no chão e deu efeitos hollywoodianos nos cabelos para as fotos. Minha amiga disse que não costuma ventar assim por lá, somente no inverno.
Uma pausa antes de prosseguir para explicar que o inverno em Salvador não é exatamente inverno. Em geral, temos um período de chuvas que vai mais ou menos de abril a agosto. Há algumas semanas de sol nestes meses mas, sobretudo de maio a julho, é aquela chuva constante. Em agosto as chuvas começam a diminuir e venta bastante. Ventos fortes e frios que tornam a sensação térmica de que está nevando (admito que há muito exagero nesta informação, mas quis justificar a saída dos looks de inverno do armário/). A verdade é que com 17 graus o soteropolitano já se sente congelando (tempos de usar botinhas, cachecóis e todas aquelas roupinhas elegantes da estação que não temos).
Voltando à festa, estávamos em uma conversa animada em torno da mesa enquanto saboreávamos uma belíssima feijoada e de repente.... um estrondo!!! É um pássaro? Um avião? O Super-Homem? (finja que achou graça). A princípio, pensamos que o vento havia derrubado copos de vidros, mas logo houve quem cogitasse que uma telha havia quebrado. Nem uma coisa, nem outra. Foi apenas um vaso que caiu de alguma varanda, quebrou em mil pedacinhos e espalhou terra por todos os lados (o vento estava realmente muito forte). Felizmente, ninguém se feriu no acidente (?).
E agora, qual adjetivo você prefere? Quando levantei para me proteger da tempestade de areia (estou realmente muito exagerada hoje), percebi que alguns convidados simplesmente tinham "desaparecido" da festa. Não demorou para que eu descobrisse a razão... a sala contígua ao espaço da churrasqueira era um salão de jogos equipado com sofá e televisão. O Esporte Clube Bahia estava em campo enfrentando o Náutico em Recife em partida válida pela primeira fase da Copa do Nordeste (ou Lampions League, se preferir). Juntei-me a este grupo e em meia hora já estávamos amigos de infância, unidos pela mesma paixão.
sexta-feira, 9 de março de 2018
Resumo da semana...
Uma imagem fala mais que mil palavras. Cansada sim, mas encantada, apaixonada, fascinada. E feliz em conseguir manter uma média de quatro dias na semana de atividade física.
quinta-feira, 8 de março de 2018
Dia Internacional da Mulher
Não vou falar da história da data nem escrever nenhum versinho do tipo "ser mulher é maravilhoso". Até porque não é maravilhoso. E não estou falando das cólicas menstruais e das oscilações de humor que os hormônios provocam. Imagino que para muitas pessoas, homens e mulheres, o "inconveniente" de ser mulher é sangrar todo mês. Não poderia ser diferente, estamos imersos em uma cultura machista que ainda pensa que as fêmeas nasceram para serem "belas, recatadas e do lar" e que a mulher só é completa e se realiza em um casamento com uma ninhada de filhos.
Não é da menstruação que estou falando quando digo que ser mulher não é maravilhoso. Estou falando do medo de andar nas ruas e ser estuprada, estou falando dos impropérios que muitas vezes escutamos porque dissemos não e/ou reclamamos de um assédio do sujeito que nos "faz um favor" de nos querer. Estou falando dos comentários que "Fulana foi promovida porque 'deu'ao chefe". Estou falando dos homens bonzinhos que "ajudam" nas tarefas domésticas lavando uma xícara e ainda acham que estão fazendo demais. E de tantas outras coisas. Femininismo não é "mimimi", não é "falta de rola", não é querer ser melhor que os homens. É querer ter os mesmos direitos de dispor da própria vida como bem quiser.
O que eu mais desejo no dia de hoje é que esta data não tenha mais motivos para existir. Não quero bombom, quero respeito. Não quero flores, quero igualdade. Quero que as mulheres recebam os mesmos salários que os homens, que as tarefas domésticas sejam divididas pelos habitantes da casa independente do gênero, que as estatísticas de violência contra a mulher sejam apenas marcas lamentáveis na história. Quero que as mulheres tenham a liberdade de serem o que elas quiserem sem julgamentos e rótulos (eles são para produtos, não para pessoas). O meu otimismo incorrigível insiste em acreditar no ser humano e a sonhar que é possível. Que o universo conspire a favor.
quarta-feira, 7 de março de 2018
Hoje vamos de música
Na volta para casa, o rádio tocou esta canção (Inverno, de Adriana Calcanhoto) e eu percebi que ela traduz exatamente o que se passa em meu coração hoje. A ideia de fechamento de ciclo está ficando mais sólida para mim. Estou começando a aceitar que era um ponto final e não uma vírgula. Acredito que o "céu reuniu-se à terra um instante por nós dois"e foi lindo, foi intenso, foi mágico, foi verdadeiro. A vida é feita de ciclos. Acabou para você, então precisa acabar para mim também.
terça-feira, 6 de março de 2018
Lei de Murphy
Talvez eu esteja enganada, mas acredito que a única lei que funciona plenamente no Brasil é a Lei de Murphy. Fui atualizar minhas vacinas ontem (exigência da faculdade) e entre as imunizações estava prevista a anti-tetânica. Para quem nunca passou pela experiência, fica a dica. A vacina contra o tétano dói. Não é na hora não, é depois. A reação varia de intensidade de pessoa para pessoa, mas não conheço nem nunca ouvi falar de alguém imune.
E o que a Lei de Murphy tem com isso? Uma breve explicação sobre a expressão antes da resposta. O termo "lei" aqui é empregado como teoria, no mesmo sentido das leis de Newton, e consiste basicamente em uma afirmação: tudo o que puder dar errado, dará. Claro que as origens sobre a "lei" são controversas, mas não falarei sobre isso. Eu, particularmente, não acredito na "maldade" do universo, pelo contrário, acredito que se for para conspirar, ele conspira para o bem. Entretanto, estava a fim de fazer piada e brincar com a polissemia da palavra lei.
Vamos direito ao assunto para fechar a postagem porque o tempo (para variar) está apertado. A relação entre a Lei de Murphy e a vacina é o simples fato de que todos fazem questão de tocar seu braço, dar tapinhas, ou fazer qualquer outro gesto que acentue a dor local. E não somente os humanos, os seres inanimados (portas, armários, equipamentos de academia) até se movem nestes dias para atingirem exatamente o lugar da furada... Eficácia plena, total e dolorida.
Sei que prometi falar sobre a sorte de principiante, mas não tive tempo de fazer uma pesquisa sobre o assunto ainda (nem sei quando farei com tantos textos para ler, mas um dia sai). Reconheço a dívida, pago quando puder.
segunda-feira, 5 de março de 2018
Roupa Nova
Não, a postagem não é sobre peças do vestuário. É sobre o grupo musical que tem 35 anos de carreira e veio a Salvador ontem apresentar o novo show. Com músicas novas e antigos sucessos no repertório, o Roupa Nova animou os soteropolitanos por mais de duas horas. Com as letras na ponta da língua, o público cantou do início ao fim. O palco da festa: a Concha Acústica do Teatro Castro Alves, no centro de Salvador.
A Concha tem uma energia diferente, é uma espécie de caldeirão musical onde artistas e fãs ficam bem próximos. Já ouvi vários cantores renderem elogios ao local em entrevistas e, realmente, é muito bom. Na Concha eu já cantei com Ana Carolina, Djavan, Lulu Santos, Maria Bethânia, Paralamas e Titãs, Kid Abelha. Sempre apresentações muito boas, não tem como explicar a magia que acontece quando os primeiros acordes começam.
Desde criança eu gosto do trabalho musical da banda, mas nunca estivera em um show. E há muito tempo eu não ia à Concha Acústica. Eu sei as razões disso, mas são pessoais demais para serem expostas aqui. O fato é que ontem foi o dia do encontro e do reencontro. Encontrar o Roupa Nova e reencontrar a Concha. O show foi simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!!!! No final (final mesmo, depois do bis), os músicos fizeram a festa da plateia jogando palhetas das guitarras e baixos, as batutas da bateria e as toalhas (brancas) que eles usaram para enxugar o suor durante a apresentação.
E, pasmem! Eu, marinheira de primeira viagem, peguei uma das toalhas! A minha amiga e a prima dela, que me fizeram companhia nesta noite incrível, já estiveram em um milhão de apresentações do grupo e nunca conseguiram agarrar nenhum dos "brindes". Sorte de principiante? De onde será que vem essa crença? A seguir, cenas do próximo capítulo. Falarei sobre isto na postagem de amanhã, com base em algumas pesquisas rápidas da internet e, claro, na minha visão sobre o assunto. Promete!
domingo, 4 de março de 2018
The Oscar goes to...
Domingo da maior premiação do cinema mundial, que atrai holofotes do mundo inteiro. Sempre com polêmicas a glamour, o prêmio chega à nonagésima edição. Não assisti a nenhuma das películas indicadas ao prêmio principal, o que não é nenhuma novidade. Apenas vi (e amei) O Poderoso Chefinho, que concorre na categoria animação. Gosto de cinema, mas a sétima não é a arte que mais me encanta. Estou muito longe de ser cinéfila e nem com a assinatura da Netflix os filmes se tornaram meu principal entretenimento. Por isso, terei meu momento Glória Pires para dizer que, sobre o Oscar, "não sou capaz de opinar".
Para disputar a audiência com o Oscar, Sílvio Santos exibe o Troféu Imprensa (certo, não é exatamente no mesmo horário, mas está valendo). É uma espécie de versão brasileira da premiação, voltada às produções televisivas. Acompanhei várias edições do Troféu Imprensa com minha mãe, que sempre se sentiu uma das "colegas de trabalho" do homem do Baú. Quando fui crescendo e começando a questionar a representatividade dos jornalistas que escolhem os premiados, parei de assistir. E então, hoje vai ser televisão desligada e dormir cedo.
Para disputar a audiência com o Oscar, Sílvio Santos exibe o Troféu Imprensa (certo, não é exatamente no mesmo horário, mas está valendo). É uma espécie de versão brasileira da premiação, voltada às produções televisivas. Acompanhei várias edições do Troféu Imprensa com minha mãe, que sempre se sentiu uma das "colegas de trabalho" do homem do Baú. Quando fui crescendo e começando a questionar a representatividade dos jornalistas que escolhem os premiados, parei de assistir. E então, hoje vai ser televisão desligada e dormir cedo.
sábado, 3 de março de 2018
A cirurgia de Neymar
Neymar Jr. vem ao Brasil para submeter-se a uma cirurgia no pé e ocupa mais espaço na mídia do que qualquer outro assunto. Qual não foi minha surpresa quando vi que o meu comentário jocoso de que transmitiriam ""ao vivo o procedimento médico quase se tornou uma realidade. Grandes portais na internet fizeram a cobertura no estilo "lance a lance". O exagero de tempo destinado a celebridades nos traz uma série de questionamentos sobre muitas coisas. O papel social do jornalismo entre elas.
Não é porque comecei a fazer outra graduação que deixei de gostar do Jornalismo ou ser jornalista. E o que percebo é uma transformação no perfil de profissionais que as faculdades estão formando. Se até pouco tempo os estudantes tinham o sonho de mudar o mundo com uma caneta, hoje o sonho é se tornar uma celebridade. Há jornalistas se achando mais importantes que a notícia, o que é muito perigoso.
Claro que a cirurgia de Neymar Jr. tinha que ser pauta jornalística, é o principal nome da seleção brasileira de futebol que se machuca a poucos meses da Copa do Mundo. Principal nome, na minha opinião, não o principal atleta. Acho Neymar um bom jogador, mas não tanto quanto parte da mídia nos tenta fazer acreditar (o próprio Neymar acredita nisso e em muitos momentos se comporta como um rei absolutista). Para mim, falta ao jogador o pensar coletivo, o jogar para a equipe.
Até então, o principal feito de Neymar com a camisa da seleção foi conquistar o coração da Bruna Marquezine. Não foi brilhante em nenhuma das partidas que disputou pela Copa do Mundo em 2014 (não sei se lembram mas ele lesionou a coluna no jogo contra a Colômbia). Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, dois anos depois, foi dele a cobrança do último pênalti na disputa com a Alemanha, mas os louros devem, no mínimo, serem divididos com Weverton, que defendeu em um dos chutes dos alemães.
Por tudo isso e pela situação atual do País, acho que Neymar merecia, no máximo, um quarto de página de um jornal e não um caderno inteiro.
sexta-feira, 2 de março de 2018
Papo sério
Algumas pessoas me cobram mais posicionamentos políticos ( no sentido mais amplo da palavra) na internet. Não os expresso porque há muito discurso de ódio e não quero suscitar nem alimentar esse tipo de coisa, mas resolvi comentar um episódio ocorrido na Capital baiana nesta semana. Jornalistas do A Tarde, o periódico mais tradicional da cidade, foram suspensos por protestar contra o não recebimento dos salários há dois meses (fora encargos trabalhistas não recolhidos, tíquete alimentação e décimo terceiro dos últimos dois anos).
Há tempos o jornal A Tarde enfrenta uma crise. Ultrapassado em participação de mercado e vendas, há muito é alvo de burburinhos que denunciam "limpas" periódicas na redação para substituição dos profissionais mais antigos (salários mais altos) por recém-formados. A diversidade é importante e enriquece qualquer ambiente, mas uma renovação em massa, de tempos em tempos, soa, no mínimo, exagerada. Nos bastidores da imprensa baiana, aposta-se no último suspiro do periódico desde o início da crise, mas o veículo recusa o status de moribundo e luta bravamente pela (sobre)vida. E quem são os soldados no campo de batalha? Aqueles que escrevem as notícias.
A atitude do jornal provoca várias discussões e reflexões desde a fragilidade ainda maior do trabalhador diante da recente flexibilização da legislação trabalhista (não somente a CLT foi rasgada mas a Lei Áurea também) até sobre os destinos do jornalismo. Escrevi por aqui minhas frustrações com o jornalismo excessivamente conectado, que é pautado por redes sociais de celebridades ou mensagens de comunicadores instantâneos dos leitores/espectadores/ouvintes/internautas e abre mão do princípio básico da profissão que é a apuração das notícias.
Tenho uma tendência a ser sempre otimista e acreditar que do caos pode nascer um novo rumo, uma nova perspectiva, ainda que os indícios apontem justamente o contrário. É esta minha mania de insistir no ser humano. Aos colegas de profissão de A Tarde, a minha solidariedade e votos de que tudo se resolva da melhor forma possível e com agilidade.
quinta-feira, 1 de março de 2018
A curiosidade matou o gato
A expressão que utilizei no título vem de um experimento de mecânica quântica de Schrodinger. Não me atreverei a explicar, recorram ao Google por gentileza. Há outra versão que defende que a expressão surgiu na Idade Média, quando as pessoas associavam o gato (principalmente o preto) a coisas ruins e montavam armadilhas para exterminá-los. Curiosos por natureza, os bichanos acabavam vítimas fatais. Sinceramente, prefiro esta versão. Aceitarei como minha verdade.
Não condeno a curiosidade. O que seria da ciência sem ela? Eu tenho uma natureza curiosa. Consigo me ver perfeitamente na definição do dicionário porque gosto de experimentar, de conhecer coisas novas. Prezo muito pela segurança e isto, algumas vezes, é um conflito, porque me leva ao cálculo dos riscos (e a curiosidade os despreza). Epa! Aqui não é um divã para mim mesma...
Estou em uma fase em que a natureza curiosa está ainda mais latente. Em parte, pela volta aos estudos, pela motivação em conhecer uma área que me encanta mais e mais a cada dia. Opa! Acho que posso escrever exatamente a mesma frase em relação a uma determinada pessoa ... eu me encanto mais e mais a cada dia. E olha que eu ainda não conheci nada, mas a profundidade daquele olhar é um convite para me jogar sem amarras. É como a imensidão do mar, eu sei que posso me afogar, mas aqui estou disposta a correr os riscos, calculados ou não.
A curiosidade matou o gato e agora guia a gata (péssimo trocadilho, eu sei, mas me permito um autoelogio de vez em sempre).
A curiosidade matou o gato e agora guia a gata (péssimo trocadilho, eu sei, mas me permito um autoelogio de vez em sempre).
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