Documentário não é meu gênero de filme favorito mas foi impossível assistir a "O renascimento do parto 2" sem me emocionar, sem me identificar, sem me solidarizar, sem me indignar, sem me revoltar, sem me surpreender... Enfim, em uma hora e meia uma avalanche de sentimentos. A arte em si tem esta função de tocar, mobilizar, fazer refletir. Sem dúvidas este não é um filme que teria chamado a minha atenção se estivesse apenas olhando a programação semanal de cinema, até porque as sinopses das películas, em geral, não são nada atrativas. Ao contrário dos trailers.
O que me levou ao cinema foi uma obrigatoriedade de fazer uma atividade para a faculdade. Sabendo que era um segundo filme, procurei o primeiro na internet e encontrei. Não sei qual dos dois produziu mais impactos em mim. A primeira vista pode parecer apenas uma produção que defende o fim do parto cirúrgico, mas não é verdade. São vários relatos de violência obstétrica contra mulheres e muitas destas violências nem são percebidas como violências. Algumas, até, são praticamente naturalizadas na sociedade. São relatos que defendem que a mulher tenha direito de escolha e não que sejam induzidas ou encorajadas a um procedimento cirúrgico sem necessidade. O longa mostra uma desmistificação de que o parto normal é inseguro porque não envolve muita tecnologia.
Uma pena que por ser um filme sem forte apelo comercial não fique em cartaz muito tempo. Circulam informações de que hoje foi o último dia de exibição em Salvador.
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