Não é novidade para ninguém que o verão na Bahia tem muitas festas (populares ou fechadas), mas este ano, possivelmente, superamos os nossos próprios recordes. Tudo começou no Festival da Virada, nos últimos dias de 2017, e uma multidão reunida para apreciar uma média de seis apresentações por dia. Sim, e foi um Reveillon de cinco dias. Os ensaios de verão do Harmonia do Samba, Leo Santana, Psirico, Olodum e Jau atraíram milhares de pessoas no mês de janeiro, que ainda teve a Lavagem do Bonfim e o desfile do bloco dos Palhaços no Rio Vermelho (o bairro mais boêmio da linda Capital baiana).
E fevereiro não é a Ludmila mas também chegou chegando, bagunçando a zorra toda. A Lavagem de Itapuã (última festa popular antes do Carnaval) foi no dia primeiro. No dia seguinte, as homenagens à rainha do mar,Yemanjá, e mais festa (esta também no Rio Vermelho). Dias 3 e 4, duas festas pré-carnavalescas batizadas de Furdunço e Fuzuê, reunindo grupos culturais para lembrar dos antigos carnavais e também o trio elétrico - moderno e clássico andam lado a lado na cultura baiana. Ontem, terça-feira, também tivemos atrações nas ruas.
Com um prefeito folião, Salvador antecipou a entrega das chaves ao Rei Momo para hoje. Aí sim, estará oficialmente aberta a folia- que segue até a quarta-feira de cinzas, dia 14. Resumindo, metade do mês de fevereiro abrigando a maior festa popular do planeta. E não deixamos de trabalhar para sair atrás do trio elétrico. Já nascemos dominando a arte de ser feliz. Em cada veia soteropolitana circula sangue, cultura, alegria, orgulho das raízes. Apesar disso, não somos todos que vamos aos circuitos. Alguns (muitos) de nós preferem o descanso, a folga, a viagem, os programas mais tranquilos. E viva as diferenças!
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