Acho que conheci Maluma quando ele gravou Sim ou Não com Anitta. Depois, nas aulas de Zumba, conheci outra música dele gravada com Thalía. Ou terá sido o inverso? Não sei. Um parêntese - Thalía é aquela mesma atriz de Maria do Bairro, Marimar e Maria Mercedes, as novelas mexicanas mais famosas do SBT até a Usurpadora usurpar também este título. Oportunidades não faltaram, mas nunca assisti a nenhuma destas novelas. Também não assisti ao filme "A Lagoa Azul", campeão de exibição nas Sessões da Tarde da Globo, mas deixemos isso para outra hora.
Fato é que hoje em dia mudamos a forma de produzir e consumir música. A internet revolucionou a indústria cultural. A vendedora de DVDs e CDs piratas que atuava na esquina de onde fica a organização onde trabalho precisou mudar de ramo depois do surgimento de Netflix e Spotify. Ela agora vende produtos alimentícios de procedência misteriosa. São artigos industrializados, de marcas famosas, vendidos a preço muito inferior do que o praticado em qualquer mercadinho de bairro ou mercadão de grandes redes ou que comercializam no atacado.
Nada de desviar o foco! Maluma (suspiros) é um dos mais bem sucedidos representantes do reggaeton, ritmo latino que ganhou as paradas de sucesso mundial e emplacou sucessos como o do portorriquenho Luis Fonsi - Despacito (é um hit do ano passado mas ainda não enjoei de ouvir). Contagiante, o reggaeton também é presença certa em qualquer aula de Zumba e "desata o fuego en (nuestra) cintura densa y dura".
Há quem critique que algumas letras de Maluma são machistas, mas acredito que há coisa muito pior em solo nacional mesmo - vide a letra de "Surubinha de leve", que precisou ser reescrita após denúncias de apologia ao estupro e ainda não ganhou nada de qualidade. Sem entrar neste mérito sobre o "suposto" machismo de Maluma, sem emitir opinião (até porque meu Espanhol não é suficiente para entender todas as letras e ainda não parei para traduzí-las) escolhi uma das canções do artista para a postagem de hoje. Descobri a canção no Spotify e isto ilustra o que falei acima sobre a mudança na produção e consumo de música. Os clipes ganharam muito mais força com o Youtube e uma música composta hoje e gravada hoje já pode ser ouvida hoje, uma instantaneidade muito apropriada para uma geração ansiosa e imediatista.
Enfim, gosto muito desta e outras canções do Maluma (incluindo o dueto da deliciosa "Vente pá cá", com Ricky Martin), e ela combina muito com uma noite de sexta-veira de verão em um país tropical. Certo, ainda que não combinasse talvez eu postasse ela aqui hoje porque deu vontade e porque estava com um pouco de pressa para textos mais elaborados.
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