Todo ano é a mesma coisa, começam as chamadas para o Big Brother Brasil e começam, nas redes sociais, as reclamações sobre a presença do reality show na grade de programação da maior emissora de televisão brasileira. Começam os "textões" contra a Rede Globo e o processo de "alienação", sobre como o brasileiro não sabe fazer escolhas etc. Começam os pedidos para que o programa saia do ar. Até então, tudo certo, fica sob a égide da liberdade de expressão.
Entretanto, começam também as ofensas contra quem gosta do programa, os discursos de ódio. Bastante comum na contemporaneidade, este comportamento de incitar o ódio é lamentável e preocupante. Esta semana foram anunciados os participantes da nova edição e o ciclo das reclamações/ódio se reinicia. Para mim, fica a pergunta no ar: não é mais simples mudar de canal ou desligar e televisão e respeitar o direito de quem gosta do Big Brother acompanhar o programa?
Fazer isto, respeitar o outro, não vai deixar ninguém menos intelectual ou menos crítico ou mais manipulável pela famigerada mídia. Vai apenas deixar uma pessoa mais legal, mais tolerante. Sim, o mundo precisa de pessoas mais tolerantes! Eu não assisto ao Big Brotlher Brasil, mas também me entretenho com coisas considerada pouco ou nada inteligentes. Isto porque eu não preciso parecer inteligente, descolada, culta ou qualquer outra coisa, o tempo todo. O que eu preciso é apenas SER eu mesma, com meus defeitos e qualidades, meus erros e meus acertos, minhas escolhas.
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