segunda-feira, 7 de maio de 2018

A tinta amarela

Não sei se é verdade a história, mas ela traz uma (querida) metáfora. Suficiente para ganhar meu coração? Sim! E para me fazer pensar também. Adoro estes convites à reflexão. "De que história você está falando, Conça?" A de Van Gogh, o pintor holandês. Não, não vou falar da surdez provocada pela automutilação, mas da tinta amarela. A história que eu encontrei dizia que o artista acreditava que a cor amarela trazia felicidade. E assim, ele ingeria a tinta amarela, achando que assim seria feliz. Entretanto, havia na tinta substâncias tóxicas que podem ter causado ou agravado o quadro de depressão.  No final, a pessoa que conta a história pergunta: quem é a sua tinta amarela?

E os pensamentos começaram a surgir para mim. Será você a minha tinta amarela?  Será que as histórias que vivi antes é que eram as minhas  tintas amarelas? Será que eu me comporto como tinta amarela para mim mesma? Em que momentos? Não tenho pressa em encontrar estas respostas. Na verdade, acredito que elas me encontrarão, da mesma forma que as perguntas me encontraram. No momento certo, tudo se encaixa, tudo faz sentido. 

Quando li sobre a tinta amarela de Van Gogh, lembrei dos quadros dele que já vi em fotografias, entre eles "os girassóis", onde, logicamente, o amarelo predomina. Aliás, o amarelo é muito presente na obra deste artista, que em vida vendeu apenas uma única tela. Lembrando do quadro, lembrei da flor e uma nova metáfora se formou na minha cabeça e trouxe um trecho da canção do Ira: "como eu sou um girassol, você é meu sol". 

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