Sete de abril, dia do jornalista. Em 2018, mais do que comemorações a data pede reflexões sobre o papel social da imprensa em um período de tanta importância para a história do Brasil. Qual o jornalismo que temos? Qual o jornalismo que queremos? Jornalista de formação, já escrevi algumas vezes por aqui sobre as minhas frustrações e preocupações com o rumo da prosa e da pauta. Data apropriada para falar sobre ética, compromisso e verdade.
Sete de abril, data histórica em 1831. Neste dia, terminava o primeiro império com a renúncia de D.Pedro I ao trono em favor do filho, que tinha somente cinco aninhos de idade. Começava o período regencial enquanto o príncipe crescia e se preparava para ser monarca do Brasil por quase meio século. Sete de abril, data histórica em 2018. Neste dia, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva é preso após sentença judicial que o condena por corrupção. Prisão questionada pela imprensa, que hoje comemora o dia do jornalista. Epa! Era a imprensa internacional que abordava o assunto de forma jornalística, sem partidarismo, sem torcidas organizadas. Independente da ideologia política, todos deveriam estar indignados e protestando contra esta prisão. Um processo de provas contestáveis e que ainda não está transitado em julgado (ou seja, tem possibilidades de recursos). Uma privação de liberdade derivada de um julgamento político que tem como único objetivo impedir a candidatura/eleição do ex-presidente. Uma ameaça à democracia com o aval do judiciário. Mais um capítulo vergonhoso na nossa trajetória como nação.
Sete de abril, dia mundial da saúde. Tive a oportunidade de participar de um evento maravilhoso que apresentou um pouco de teoria e prática sobre práticas corporais integrativas em evidência para comemorar a semana da atividade física. A abordagem trouxe a dança circular, a Yoga e o Qi Gong chinês. A ideia de que a alma está dentro de um corpo e que este somatiza as emoções (consolidadas em formas de sentimento) e que a medicação trata os sintomas mas não as causas das doenças começa a fazer cada vez mais sentido para mim. As práticas integrativas me ensinaram que somos parte de um todo maior e que tudo precisa de equilíbrio. Esta é uma palavra chave para a vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário