Conversando com um colega da faculdade sobre como se proteger dos "ladrões" de tempo, ele me indicou um aplicativo que contabiliza nossas horas no smartphone e nos mostra, em gráfico, a distribuição do uso. Baixei o aplicativo e já no primeiro dia de uso, a bomba: mais de três horas do meu dia foram usadas, basicamente, com redes sociais. A princípio, a minha reação foi "socorro!!!!!!!". Depois, eu pensei: calma, vamos analisar isso direito (mas Conça, você não disse que não é tão racional quanto pensava? Sim, e não sou, mas isso não me impede de ser analítica).
Eis a análise: primeiro, observei que meu tempo gasto com as redes sociais era menor do que eu imaginava, ou melhor, acredito que já foi bem maior mas consegui reduzir significativamente. Segundo, o tempo superior a três horas não era exclusividade do WhatsApp, como eu pensava, apesar dele ser a funcionalidade que mais utilizo. Havia também tempo no Spotify, que eu utilizo quase exclusivamente no trânsito, e também com o Google, ou seja, este tempo de três horas não foi todo "roubado". Utilizei o Google para acessar o serviço de e-mail e biblioteca da faculdade, para buscar algum conceito para algum assunto das aulas. E ainda tem o tempo no aplicativo do banco, gerenciando arquivos, no uso do telefone para chamadas.
Então, ficam as dicas: não se deixe levar pela primeira impressão sem uma investigação mais minuciosa, principalmente se a primeira impressão for catastrófica. Esta é primeira, porque alguma ordem teria que ter, mas não há hierarquia entre as dicas. A segunda é: é possível sim não deixar que as redes sociais dominem você. O comando é seu, o controle é seu. Foca em outra coisa. Já parou para se perguntar se esta necessidade de conexão full time é mesmo uma necessidade? Ou ela traz uma falsa sensação de companhia, de segurança ou de qualquer outra coisa que lhe incomoda e você não encarou de frente ou nem percebeu ainda? Vale a reflexão. Eu me fiz estas perguntas, encontrei algumas respostas e fiz minhas escolhas. O relatório do aplicativo mostra que o processo de "desintoxicação" das redes sociais vai muito bem, obrigado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário