De vez em quando a gente precisa arrumar as gavetas dos armários, da mente e do coração para deixar ir embora aquilo que não faz mais sentido para nós: uma roupa que apertou, uma ideia que mudou, um sentimento que acabou. Ouvi na semana passada uma frase que ecoa em meus ouvidos desde então: é preciso deixar o "velho" ir para o "novo" chegar, seja ele uma peça de vestuário, um pensamento, uma emoção. São as leis da Física, duas coisas não ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo. É preciso criar novos espaços e, muitas vezes, significa deixar ir.
Tenho feito isso, ainda de que forma inconsciente, ao longo da vida. Principalmente a partir do ano passado. Sim, sem dúvidas, uma edição revista, ampliada, atualizada e melhorada de mim começou a surgir em 2017. O ano foi muito bom para mim, um divisor de águas, mas também preciso deixá-lo ir. Outros bons virão, outros nem tanto, e todos serão importantes na minha evolução. Preciso arrumar as gavetas do meu coração e deixar você ir. Neste caso, a despedida não é porque o sentimento acabou, é porque em matéria de amor as escolhas não são unilaterais.

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