sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Chiclete com Banana

Não, eu não me tornei uma foliã de ontem para hoje e não vou sair atrás dos trios elétricos (aê, Caetano, não é só quem já morreu que não vai). Então, qual a razão do tema carnavalesco na postagem de hoje? Minha vontade, apenas.

Uma coisa que sempre me chamou a atenção no Carnaval foi o Chiclete com Banana. Comandando o bloco Camaleão, a banda se manteve no auge do sucesso por três décadas, com um estilo  musical inconfundível e um vocalista que sabe arrastar multidões: Bell Marques. Uma coisa linda de ver o Chiclete passando na avenida e um coral de milhares de foliões com todas as letras na ponta de língua.  A um comando de Bell, as mãos se erguem e se movimentam de forma sincronizada enquanto os pés saem do chão. Um verdadeiro espetáculo no Carnaval de Salvador.

Até que chegou o ano de 2013 e Bell Marques anunciou a saída do Chiclete (depois de 30 anos) e o início da carreira solo. Continuaria com a banda até o final do Carnaval de 2014. Teorias da conspiração não faltaram para justificar o rompimento. Depois do fim da dupla Sandy & Junior era a maior separação da música. E assim aconteceu. O Chiclete tentou seguir com um novo vocalista, que não emplacou. Até que em 2018 anunciaram o cantor Khill assumindo os vocais. Eu esperava essa decisão desde a saída de Bell, pela semelhança de timbre entre os dois e por Khill ser, declaradamente, um chicleteiro. A primeira música de sucesso da Patchanka, em 2002, confundiu muitos ouvidos que juravam por tudo que era mais sagrado que era o novo hit do Chiclete.

A primeira música de trabalho de Khill no Chiclete nos traz a sensação de que a banda está de volta de verdade, ou melhor, que nunca acabou. Que seja mais uma vez lindo de ver o Chiclete passar. 

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