Em pleno século XXI a tecnologia faz parte da rotina dos seres humanos e, como tudo na vida, tem prós e contras. Para que a postagem não fique com cara de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), não vou seguir com os argumentos favoráveis e contrários (eu vejo muito mais ganhos do que perda nessa relação). Encerremos por aqui a breve introdução e vamos falar o porquê disso vir para a introdução deste texto: as embalagens abre fácil.
Com a infinitude de produtos que encontramos nas prateleiras dos supermercados, cada consumidor elege o que é mais importante na hora da compra. São inúmeros os fatores, e este é um assunto que sempre despertou a minha curiosidade. A disciplina "Psicologia do Consumidor", sem dúvidas, foi uma das minhas favoritas na graduação em Publicidade. Quem sabe é uma vertente de estudos para mim em um futuro não tão longínquo? Voltando ao assunto, a embalagem é um importante fator que influencia na compra. Há muito as indústrias investem na modernização dos designs, para facilitar a abertura e consumo dos produtos, sobretudo os alimentícios.
Depois que conheci a alimentação saudável, há cada vez menos produtos industrializados na minha despensa e geladeira. Quando faço opções que não são benéficas para meu corpo, tenho plena consciência do que estou fazendo. O porquê eu faço é algo para Freud explicar, e evidentemente não vou falar sobre isso aqui. A questão é que, mesmo com pouca presença na minha rotina, os alimentos industrializados estão ali: queijo, atum, iogurte e um ou outro item. E há também os produtos para higiene pessoal e limpeza. Muitos deles com as embalagens ditas "abre fácil".
Então, vem a minha pergunta: quem abre fácil????????? Eu, definitivamente, não. Eu corto o dedo em nove de cada dez tentativas de abrir uma embalagem de atum, por exemplo. E com quase todas é assim. Muitas vezes tive que engolir a minha independência para pedir ajuda a irmão, namorado e até colega de trabalho (não ouvi as piadinhas machistas calada!!!!). Acabei de passar por mais uma experiência de dar meu sangue na cozinha para fazer um simples patê de atum. Era embalagem abre fácil, mas se não fosse a probabilidade de eu cortar o dedo seria a mesma (ou maior).
Ficam as dicas: a primeira é que qualquer coisa na sua rotina pode servir de inspiração para alguma outra coisa. As gotas de sangue inspiraram a postagem de hoje... A segunda (tão importante quanto a primeira - não vou hierarquizar), é que inteligência é uma coisa e habilidade é outra. Não tenho conhecimento técnico (ainda) para escrever parágrafos e mais parágrafos, mas a observação leiga comprova. Ninguém pode dizer que eu não tenha inteligência, mas todos podem dizer que não tenho habilidade para abrir embalagens. Acredito que ninguém é desprovido de inteligência, na verdade. Já li em algum lugar que há alguns tipos de inteligência e cada pessoa tem uma predominância de um deles. É justamente essa diferença entre nós que torna tudo tão incrível.
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