domingo, 11 de fevereiro de 2018

13 Reasons Why

Nunca fui uma fanática por séries televisivas. As que despertam a minha atenção normalmente são as com enredo policial mas, ainda assim, nunca me vi aguardando ansiosamente uma nova temporada e encarando uma maratona de episódios sequenciais até conhecer 13 Reasons Why. Ouvi muitas críticas positivas à série no ano passado, quando foi lançada, mas, confesso, o vício no smartphone  não me permitia fazer nada muito além de ficar com ele na mão o tempo todo jogando, olhando redes sociais ou tentando bater meu próprio recorde de respostas rápidas no WhatsApp.

E então, chegou o domingo de Carnaval. Podem chamar de hoje, se preferirem. Logo que acordei, resolvi rever o primeiro episódio da primeira temporada, o único ao qual já tinha assistido há alguns meses. E como ainda estava cedo para sair da cama, resolvi que veria o segundo. E o terceiro. Pronto. Foi o dia todo assim. Os treze episódios em um só dia. E outro fato curioso: não gosto de ver adaptações para a televisão/cinema de obras literárias que eu não tenha lido o livro primeiro. 13 Reasons Why é uma adaptação de um best seller americano e conta a história de Hannah Baker, uma garota de 17 anos que comete suicídio após uma série de acontecimentos. 

Hannah deixa 13 fitas cassete gravadas, onde explica os motivos que a levaram a pôr fim na própria vida. Alguns especialistas afirmam que a série pode estimular o suicídio, mas, acho que precisamos falar mais sobre isso de uma forma geral. No meu ponto de vista a abordagem foi bastante madura, com a densidade e intensidade emocionais na medida certa. Aborda, de forma realista, as consequências danosas que podem advir de um comportamento que julga, não acolhe, que aceita e reproduz boatos como realidades incontestáveis, sem sequer se dar ao trabalho de uma mínima apuração. Por trás de toda fofoca, de toda intriga, há um alvo humano que sente e reage.

Certa vez, um professor de linguagem audiovisual na faculdade falou em uma aula que quando o filme é bom, nós não conseguimos falar muito sobre ele. É assim que me sinto agora em relação à série. O enredo, a narrativa, as atuações dos jovens atores, tocaram meu coração. E me trouxeram muitas lições, muitas perguntas, algumas respostas. Chega logo, segunda temporada. 




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