quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Existe destino?

O destino pediu para ser tema de reflexões por aqui. De que forma? "Aparecendo" em algumas conversas ao longo desta semana que ainda está pela metade. E em fatos do dia de hoje. Existe destino? Não consigo simplesmente ignorar as nossas escolhas e como elas podem fazer alterações no percurso da nossa existência. Sendo assim, o destino pode ser modificado por ações humanas. Como podemos afirmar a existência do destino se podemos até mesmo evitá-lo?

Fiquei pensando um pouco sobre isso e tinha a ideia de escrever alguma coisa por aqui quando os pensamentos estivessem mais "maduros". E então, veio o dia de hoje e talvez o "amadurecimento" das ideias aconteça enquanto elas estão se transformando em bites e bytes. Será destino que a postagem de hoje seja sobre destino? Ganhando ares de abordagem filosófica, vamos em frente. 

Por algumas razões, acordei no meio da madrugada e levei muito tempo para dormir novamente. Quando o celular despertou, eu abri mão da aula de Pilates por mais uma ou duas necessárias horas de sono. O que teria o destino me reservado para estas primeiras horas da manhã eu não faço a menor ideia, mas minha decisão de continuar na cama certamente frustrou os planos. Acordei ainda com resquícios do mal estar, mas fui trabalhar normalmente. Enquanto me arrumava, pensei que seria um daqueles looooooongos dias, intermináveis, cansativos, chatos, enjoados... 

Foi quando olhei para o quadro branco que coloquei ao lado da cama e lembrei de uma das primeiras mensagens que escrevi nele: o dia bonito quem faz é você. Decidi que meu dia seria bom e com isso os pensamentos negativos não encontraram terreno fértil para dar frutos. Eles bem que tentaram, mas eliminei o mal pela raiz. E assim, as coisas foram acontecendo. Se o meu destino era ter um dia ruim, meus penamentos mudaram tudo. E as atitudes também. Não adiantava só pensar e ficar esperando a providência ou aceitar o destino sem fazer nada para mudá-lo. 

Claro que nem tudo podemos modificar, há coisas que realmente ficarão a cargo do destino ou da decisão de outras pessoas. Conheci uma mulher hoje de 42 anos de idade que há pouco mais de um ano perdeu o filho assassinado. Não sei se sou capaz de imaginar a dor que é para uma mãe sepultar um filho. Ela me contou uma parte do que aconteceu e o que mais me chamou a atenção no relato foi como ela transformou a dor em força para lutar por justiça. Desenvolvi de imediato a admiração por uma mulher que acabara de conhecer e que saiu de um quadro de depressão à beira de um suicídio para uma ativista de mudanças na sociedade. 

Então eu me pergunto: onde entra o destino nessa história? Seria ele tão cruel a ponto de ceifar a vida do filho para transformar a vida da mãe? Estava escrito? Ou foi a decisão dos que mataram o filho que mudaram o destino da mãe? O fato é que ela mudou o próprio destino quando decidiu que não queria viver em depressão. E quando transformou a decisão em ação. Ainda não tinha definido o tema da postagem de hoje mas a história dessa mãe ligou as engrenagens do meu pensamento. Reforçou a minha própria experiência do início da manhã, claro que algo muito menor e sem gravidade, densidade e intensidade mas ainda assim um exemplo de como as nossas escolhas interferem em nosso destino. 

E como não podiam faltar as metáforas, acho que o universo (ou teria sido o destino?) se utilizou desta ferramenta para me ensinar mais uma lição. Uma lição nas relações amorosas. Meu sentimento continua igual, mas neste caso mesmo sendo um destino para o par, as decisões de um afetam o destino do outro. Ele escolhe se quer continuar sapo ou se vai virar príncipe. Eu escolho se vale a pena insistir ou persistir. Certeza de que há sentimento também do lado de lá, eu tenho. Entretanto, não posso desconsiderar de que não compete apenas ao destino a realização desse amor. A escolha dele também conta, e muito. Se tiver que ser, um dia, será. Obra do destino ou consequência das nossas decisões?

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