quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Quando uma mensagem no WhatsApp inspira um post no blog e um pensamento na vida

Entre as dezenas de piadas, correntes e boatos que chegam diariamente pelo WhatsApp (ou "zap", para ficar mais íntimo), duas frases me chamaram a atenção ontem. Em meio a um texto que não temos como afirmar se a pretensão era ser engraçado ou filosófico, as frases, ou melhor, as orações (para ser gramaticalmente correta) falavam sobre procura indireta.

Elas diziam o seguinte:
"O modo mais rápido de encontrar uma coisa é procurar outra. Você sempre encontra aquilo que não está procurando".

Imediatamente quando li, lembrei de um episódio que tinha acontecido poucos dias antes. O fecho de um dos meus brincos caiu embaixo do sofá e eu arrastei o móvel para procurá-lo. Tive a sensação de que ali havia um buraco negro porque encontrei uma moeda de R$1,00, duas canetas (uma laranja e uma rosa), uma flor sem vida e alguma poeira, além do fecho do brinco (este foi o último a ser encontrado). Em busca do fecho do brinco, encontrei vários objetos que eu não sabia ou não lembrava que estavam embaixo do sofá também.

A associação de ideias foi inevitável. Será mesmo que o conceito de procura indireta defendido pelo texto está certa? De lá para cá, a minha paixão pelas metáforas e/ou a minha mente criativa não consegue parar de transcender a questão. Lembrei dos meus relacionamentos amorosos e de como só os "encontrei" quando não estava procurando. Lembrei dos quilos que eliminei do meu próprio corpo e como também os "encontrei" quando não estava procurando.

Sim, acredito que há alguma verdade aí, mas o segredo não está em deixar de procurar o que queremos e sim em não deixar passar as oportunidades, de ver além. Assim, podemos encontrar o fecho do brinco sem deixar de perceber as canetas, a flor, a poeira e a moeda. 

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