quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A civilização grega

Eu sempre gostei de História, era minha matéria favorita nos tempos de escola. Sempre gostei de saber a origem das coisas, o porquê elas são como são. As notas boas no boletim eram consequência, uma vez que este estudo era (e continua sendo) para mim um grande prazer. 

Devo confessar que no início da minha vida escolar eu não nutria muita simpatia pela civilização grega. Minha admiração era pela civilização romana, que conquistou o maior império de que já se teve conhecimento. Sem contar que achava os nomes de governantes, deuses e filósofos gregos com uma estética sonora duvidosa.... Porém, os anos passaram. A maturidade mudou minha forma de ver o mundo e hoje tenho uma profunda admiração por uma civilização que foi a origem de tudo. 

Em todas as áreas do saber que temos na contemporaneidade, os estudos começaram na Grécia Antiga. Conceitos matemáticos, econômicos, políticos têm nacionalidade grega. Teorema de Pitágoras e a Democracia são apenas dois singelos exemplos. Quanto mais a curiosidade me instiga a buscar algum conhecimento, mas eu me encanto com a civilização que um dia eu não valorizei. Fica a dica: procure conhecer para depois saber (esta é uma ideia de Sócrates). Ao sair da caverna, jamais voltaremos como antes porque teremos contato com a luz do conhecimento (alegoria da caverna de Platão). Ainda bem que eu consertei meu erro a tempo, 


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Caçador de mim


Há muito tempo não escutava essa música, mas hoje a professora levou para a sala de aula com o objetivo que ela iniciasse uma discussão sobre a busca do conhecimento (o autoconhecimento e o conhecimento de mundo). 

Não preciso comentar mais nada. Como dizia  Victor Hugo, "a música expressa o que não pode ser dito em palavras mas não pode permanecer em silêncio". 


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Sete coisas que eu penso sobre política:


  1. Pessoas honestas não se tornarão corruptas pelo simples fato de conquistarem um mandato eletivo. Há outras variáveis envolvidas, muitas por sinal. 
  2. As pessoas honestas existem (e creio que são maioria) e muitas vezes não querem se envolver na política (seja elegendo ou sendo eleito). Assim, sobra mais espaço para os não honestos. 
  3. Não devemos achar que política é isso mesmo e aceitar como "natural" a corrupção. E não me refiro apenas aos desvios de verba, recebimento de propina, assessores "fantasmas". Quando um parlamentar falta à sessão, sem justificativa, e recebe por isso, também é corrupção.
  4. Se for para se indignar com a corrupção, não seja seletivo. Não queira punição apenas para os que defendem ideais diferentes dos seus. Até porque se você é contra a corrupção e a pessoa não (já que o fez)...  
  5. Política não é campeonato de futebol, não seja fanático "torcendo" para seu "time". Política é um tipo de jogo onde todos podem perder ou ganhar.
  6. Não saia repetindo discursos sem saber o que está falando. Não compartilhe notícias sem verificar a veracidade antes. Concordar com alguém é uma coisa, repetir o que a pessoa fala porque ela é (ou parece) inteligente e/ou está na "moda" é outra completamente diferente. Busque informações, questione, critique. O debate é sempre um aliado da democracia.
  7. Urna não é lugar de protesto, urna é lugar de voto consciente.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

As professoras de português que me ensinaram muito mais que gramática

Ano passado, reencontrei uma das minhas professoras de Português do Ensino Médio em uma formatura. Agora diretora de uma Faculdade de Comunicação da cidade. No término da cerimônia, fui procurá-la. Ela disse que tinha uma vaga lembrança de minha fisionomia e me fez algumas perguntas sobre a minha vida acadêmica desde os tempos de escola. Falei do meu objetivo de cursar uma terceira graduação e ela falou "não está na hora de fazer um mestrado?". Não, professora, ainda não. Eu demorei a entender e aceitar a minha missão nessa vida, não vou adiar mais. 

Esta professora uma vez me disse que eu tinha uma linguagem jornalística nas minhas redações e, em um trabalho de escola em que simulamos um telejornal, ela me disse que era para eu pensar com carinho no curso de Jornalismo, porque eu tinha vocação para a profissão. E tinha paixão também, professora. Muita paixão. A mesma que hoje está começando a se desenvolver pela Psicologia. Não precisamos amar somente uma coisa a vida toda e amar outra não significa odiar a que amávamos outrora. Meu coração é grande, pode armazenar muito amor. 

Sobre a Psicologia, o universo já tinha me mandado mensagens sobre isso anteriormente, mas não prestei atenção ou não entendi, ou não quis ver/aceitar. Quase dez anos depois que concluí o ensino médio, encontrei a minha outra professora de Português do período e ela me disse que eu era bastante cuidadosa com as pessoas que eu deveria fazer Psicologia. Esta conversa ficou guardada em minha memória por muito tempo e voltou repentinamente quando estava arrumando meus livros e encontrei um sobre a vida de Jung, um presente desta professora que era um incentivo para eu fazer o curso. 

Demorou, professora, mas segui seu conselho. Hoje recebi a notícia da partida da primeira professora, a que eu encontrei na formatura no ano passado. Mais uma que perdeu a luta contra contra o câncer. Siga em paz, professora. Deixará boas lembranças, da excelente profissional que foi. Não somente pela capacidade técnica, mas pela atenção que dispensava aos alunos, pelo olhar global que enxergava não somente alguém que tira notas altas ou alguém que aprendeu a lição. Fará falta. 


sábado, 24 de fevereiro de 2018

Joga para o universo que ele resolve

E o universo resolve sempre da melhor maneira, muitas vezes até melhor do que você esperava. 

Raul Seixas já dizia:

"Basta ser sincero e desejar profundo
você será capaz de sacudir o mundo". 

Esta postagem pode parecer uma repetição ou soma das duas anteriores, mas não tem como ser diferente. Ontem eu comentei sobre a dificuldade de organizar meu tempo para conseguir honrar todos os meus compromissos e afazeres e, na véspera, falei sobre os pedidos que fazemos para o universo - eles se realizam. Uma redução de carga horária no trabalho seria fantástica para mim neste momento, mas tudo indicava que não seria possível. Diante de uma primeira negativa, eu "joguei para o universo" a solução e ontem ele me trouxe a primeira resposta. Uma solução temporária, a princípio, mas que resolve minha vida por dois meses. E em dois meses muita coisa pode mudar... Coisas temporárias podem se tornar permanentes... 



Cada vez mais fascinada com o poder da mente, dos pensamentos. Mude o mundo a partir dos seus pensamentos, do que você deseja. Só boas vibrações agora e sempre. Em todas os aspectos. 

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Não está fácil, mas desafio não é para ser fácil.

Está ficando difícil manter a postagem diária por aqui, mas engana-se quem pensa que este é um texto onde vou dizer que repensei a minha decisão ou que vou abandonar o desafio. Precisamos aprender a transformar dificuldades em oportunidades, a lidar com contratempos, imprevistos. Não podemos controlar tudo o tempo todo, então, temos que fazer o melhor que pudermos com aquilo que podemos controlar, com o que está ao nosso alcance. 

Com a correria e cansaço que a nova graduação trouxe à rotina já puxada que eu tinha, muitas vezes é difícil pensar em algo para escrever ou arrumar os pensamentos em formas de palavras, frases, textos. Então, estou recorrendo às publicações programadas, recurso que a ferramenta de blog oferece. Assim, organizo melhor meu tempo ao deixar textos prontos e programados para serem publicados. Este aqui, por exemplo, apesar da postagem com data de hoje foi escrito há dois ou três dias. 

Bastou ficar atenta às possibilidades, ao que me cercava, para não deixar nenhuma das minhas tarefas sem fazer. Organização do tempo é regra de ouro. Combater os "ladrões de tempo" é fundamental neste processo e focar no que é importante, necessário, urgente, prioritário, também. Estou orgulhosa de mim pelos resultados que obtive até agora.  

No Pilates, as alunas costumam brincar dizendo que a vida é como a atividade física: se está fácil, é porque tem alguma coisa errada. Não penso que seja desta forma, porque a vida não precisa ser pesada e densa o tempo inteiro, e nem as atividades físicas, mas, apesar de não achar uma metáfora feliz, a trouxe para dizer o seguinte: desafios não são fáceis, se são fáceis não são desafios. Eu não sabia o que me aguardava no caminho quando decidi fazer as postagens diárias, mas sabia que teria dias mais tranquilos e outros nem tanto, porque a vida é assim. Compromissos são compromissos e precisam ser honrados, ainda mais se o compromisso é consigo. Sigamos adiante. 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Faça seu pedido que eu vou realizar, diz o universo

Eu acredito que o que nós jogamos para o universo, ele devolve para nós. Esta semana, uma situação, um comentário, trouxe à minha lembrança um antigo colega do curso de inglês, que não vejo há mais de dez anos. Uma recordação agradável, uma pessoa querida, por quem tive um carinho, imediato, logo que conheci. O curso acabou, perdemos o contato diário, mas a tecnologia nos trouxe uma certa aproximação novamente (ah, as redes sociais...). 

Quando a lembrança surgiu, repentinamente, pensei em mandar uma mensagem para ele perguntando como ele estava, o que estava fazendo. Senti saudade das nossas conversas. Acabei não mandando a mensagem, mas o universo atendeu meu pedido de contato (foi um pedido, ainda que inconsciente) melhor do que eu poderia esperar. Encontrei-o pessoalmente, chegando no curso de espanhol (onde ele é docente de francês). Um dos melhores abraços dos últimos tempos. E melhor do que o reencontro foi saber que vamos nos ver com frequência pelo menos até o final do semestre. 

Lição do dia: faça seu pedido e aguarde o que o universo reserva para você. 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Quando tudo se encaixa

Primeira semana de aula e uma professora pergunta, mais uma vez, a razão da escolha do curso. Enquanto alguns colegas da turma respondiam, a minha resposta surgiu na minha cabeça como uma luz que se acende em uma sala escura. Percebi que das outras vezes que me fizeram esta  mesma pergunta eu respondi "como" eu decidi fazer Psicologia mas não o "porquê". E eis que a resposta surge como um passe de mágica. Pode até parecer pretensioso da minha parte mas a verdade é que eu não escolhi a nova graduação, ela foi quem me escolheu. 

Quando me ouvi pronunciando estas palavras, percebi mais algumas coisas (sobre mim). A primeira é que havia muita verdade no que eu estava dizendo, é algo que realmente acredito. A segunda é que eu devo admitir que gosto de frases de efeito. 

A professora também queria saber qual a área de interesse que temos nestes primeiros dias de aula. Respondi dizendo que a minha "lista" pode aumentar ou diminuir nos próximos cinco anos mas que tenho interesse nas áreas organizacional, educacional e forense. Grandes verdades. Então, veio a dica do dia. Tudo que pensamos, ou fazemos, fica em nossa mente como pequenas peças de quebra-cabeça que circulam de um lado para outro. De repente, alguma coisa acontece e... tudo se encaixa!!!! Não acho que seja somente comigo que as coisas sejam assim. 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

La Barca

Mais um semestre no curso de Espanhol: o terceiro. Faculdade, trabalho, curso, obrigações e afazeres da vida pessoal. Os próximos meses prometem, ou eu aprendo ou eu aprendo a organizar meu tempo para dar conta de todas as atividades. E sem esquecer do compromisso com o blog (não quero me decepcionar comigo mesma), com a saúde (manter a rotina de boa alimentação e atividades físicas porque ainda estou com excesso de peso que trazem algumas consequências não boas), com o lazer. E para voltar a me acostumar com o idioma, uma canção em espanhol. Um clássico que adoro. 


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Adolescentes

Oficialmente, a adolescência é uma época finalizada em minha vida. Na prática, tenho minhas dúvidas. Talvez seja isso que explique a minha facilidade em lidar com os adolescentes. Gosto de crianças, mas quando elas crescem eu gosto mais ainda. E vamos nos entendendo cada vez melhor. Teorias para essa afinidade são muitas. Há quem diga que eu inspiro confiança, que deixo as pessoas à vontade ou que eles se identificam pela minha jovialidade. Não sei a razão, mas sei que gosto disso. Eu me sinto bem no meio da garotada. Acho que eles me rejuvenescem e aprendo muito com eles. 

No último sábado, estive em um baile à fantasia. O encerramento "extra-oficial" do Carnaval, organizado pelo pessoal do Pilates. Em determinado momento, percebemos que do lado de fora do salão de festas havia três adolescentes dançando as coreografias do grupo FitDance para as músicas que estavam tocando na festa. Eu faço (ou fazia, antes de começarem as aulas na faculdade) aulas de FitDance na academia. Pedi autorização a uma das donas da festa para chamar os meninos para puxarem as coreografias no salão. 

Fui até eles e convidei. Ficaram radiantes e deram um show de dança. Como eu conhecia algumas das coreografias, dançamos juntos (eu finjo muito bem). No final da festa, alguém me perguntou se eu morava no prédio, porque parecia que já conhecia os garotos. Eu me sinto com uma responsabilidade  enorme nas mãos por ter essa habilidade, se é que tenho mesmo. Talvez seja essa a minha missão, talvez por isso minha genética me faça envelhecer bem devagar. O fato é que estou preparada para encarar esse desafio e será muito prazeroso. 


domingo, 18 de fevereiro de 2018

O dia em que o futebol baiano foi exemplo do que não deve ser feito

Saci Pererê, Curupira, Boto Cor-de-Rosa são personagens do folclore brasileiro. A partir de hoje, o "Ba-Vi da paz" pode integrar essa lista. Vergonhoso o comportamento dos dois times em partida válida pelo Campeonato Baiano. Em território rubro-negro, onde não vence há sete anos, o Bahia foi ao vestiário perdendo a partida por 1 x 0. No começo do segundo tempo, um pênalti marcado para o tricolor foi convertido pelo jogador Vinícius, igualando o placar. 

Ao comemorar o tento, Vinícius fez uma dança provocativa (o "créu") na frente da torcida do Vitória. Foi o suficiente para começar uma confusão generalizada. O goleiro do Vitória foi "tirar satisfações" com o jogador do Bahia, e o puxou pela camisa. Outros jogadores do Vitória chegaram, Vinícius foi atingido com socos e a pancadaria foi ganhando o campo. Depois de dezesseis minutos, três jogadores expulsos do lado rubro-negro e quatro do lado tricolor (dois titulares e dois reservas). 

Não bastasse essa vergonha, quando a partida foi reiniciada um jogador do Vitória que já tinha cartão amarelo levou a segunda advertência, culminando na expulsão. E logo em seguida, outro atleta teve o mesmo destino, obrigando o árbitro a encerrar a partida pelo quorum insuficiente no time. A equipe de televisão que transmitia o jogo levantou a possibilidade de a última expulsão ter sido proposital, o que torna tudo ainda mais lamentável. Sou torcedora do Bahia, mas reconheço que no momento o Vitória tem um time tecnicamente superior e, mesmo com dois jogadores a menos, poderia ter, no mínimo, segurado o empate. Não é este futebol que a gente quer. 

A briga dentro de campo "inspirou" a torcida a fazer o mesmo. E antes da bola rolar, 13 pessoas já tinham sido presas pelas confusões que provocaram. Não é porque é paixão que tem que deixar cego. A comemoração de Vinicius foi provocativa, desrespeitosa, mas acho que nada justifica essa barbárie. Nem a pancadaria nem o encerramento da partida da forma que foi. Isso ainda vai render assunto por uma semana, ou mais, e espero que sirva de base para uma discussão mais profunda e, principalmente, ações que façam o futebol ser um esporte, ser profissional, ser civilizado.