Ano passado, reencontrei uma das minhas professoras de Português do Ensino Médio em uma formatura. Agora diretora de uma Faculdade de Comunicação da cidade. No término da cerimônia, fui procurá-la. Ela disse que tinha uma vaga lembrança de minha fisionomia e me fez algumas perguntas sobre a minha vida acadêmica desde os tempos de escola. Falei do meu objetivo de cursar uma terceira graduação e ela falou "não está na hora de fazer um mestrado?". Não, professora, ainda não. Eu demorei a entender e aceitar a minha missão nessa vida, não vou adiar mais.
Esta professora uma vez me disse que eu tinha uma linguagem jornalística nas minhas redações e, em um trabalho de escola em que simulamos um telejornal, ela me disse que era para eu pensar com carinho no curso de Jornalismo, porque eu tinha vocação para a profissão. E tinha paixão também, professora. Muita paixão. A mesma que hoje está começando a se desenvolver pela Psicologia. Não precisamos amar somente uma coisa a vida toda e amar outra não significa odiar a que amávamos outrora. Meu coração é grande, pode armazenar muito amor.
Sobre a Psicologia, o universo já tinha me mandado mensagens sobre isso anteriormente, mas não prestei atenção ou não entendi, ou não quis ver/aceitar. Quase dez anos depois que concluí o ensino médio, encontrei a minha outra professora de Português do período e ela me disse que eu era bastante cuidadosa com as pessoas que eu deveria fazer Psicologia. Esta conversa ficou guardada em minha memória por muito tempo e voltou repentinamente quando estava arrumando meus livros e encontrei um sobre a vida de Jung, um presente desta professora que era um incentivo para eu fazer o curso.
Demorou, professora, mas segui seu conselho. Hoje recebi a notícia da partida da primeira professora, a que eu encontrei na formatura no ano passado. Mais uma que perdeu a luta contra contra o câncer. Siga em paz, professora. Deixará boas lembranças, da excelente profissional que foi. Não somente pela capacidade técnica, mas pela atenção que dispensava aos alunos, pelo olhar global que enxergava não somente alguém que tira notas altas ou alguém que aprendeu a lição. Fará falta.
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