Em uma conversa com um desconhecido hoje ele me disse: a gente anda com a cara enfiada nas telas de celulares, tablets, computadores, e não percebe o que acontece a nossa volta. Eu concordo absolutamente com esta afirmação e consigo me recordar de inúmeras vezes em que ela saiu da minha boca, mas hoje senti diferente. Minha reação foi um profundo suspiro. A razão? Percebi de imediato que há algum tempo eu não repetia esta frase. E a razão é muito simples: andei com a cara enfiada na tela do celular e do computador e não percebi o que acontecia à minha volta: eu fui capturada pelo vício eletrônico, sobretudo pelas redes sociais e comunicadores instantâneos.
Eu sei que já falei por aqui que o celular é um ladrão de tempo, mas até hoje não tinha "caído a ficha" de que a dose estava exagerada. Eu carregava a bateria a cada 24 horas e era o suficiente. Hoje, há dias em que em 24 horas a bateria precisou de três recargas - tamanha a utilização do aparelho. O lado bom de ter a consciência de que a coisa está ficando séria é poder retomar o controle da situação. E o lado bom de ter uma mente analítica é que as estratégias para minimizar esta dependência aparecem quase instantaneamente, arrumadinhas como um ckeck-list. Vou compartilhar porque pode ser útil para alguém que esteja passando por algo parecido mas repito que ainda não testei.
- Estabelecer (e cumprir) horários para a checagem do Facebook e Instagram (nem lembro que tenho Twitter) e o tempo que dispensarei para esta atividade.
- Retomar o hábito da leitura como passatempo
- Não levar o celular para o restaurante na hora do almoço
- Não levar o carregador para o trabalho (vai me forçar a economizar a bateria)
- Optar por ouvir músicas diretamente do rádio enquanto estiver no trânsito para reduzir o uso do Spotify.

Nenhum comentário:
Postar um comentário