Fiquei com inveja da Netflix e quis fazer uma série também... de textos, claro!. Certo, eu mesma já fiz uma postagem aqui sobre a diferença de inveja e cobiça e mais uma vez não é inveja (da Netflix), mas se eu mudar para cobiça perde o sentido... Então, vamos lá. A série de textos será sobre os pecados capitais, mas obviamente não será em uma vertente religiosa, será do meu jeito. O "modo Conça" de ver e viver a vida ou seja, como os pecados capitais se manifestam em mim, como eu lido com eles. E, ao contrário do que tudo indica, não vou começar com a inveja e sim com a preguiça. Será preguiça de começar pela inveja???? (não podia dispensar o trocadilho).
Não farei os sete textos em dias seguidos, porque posso querer ou precisar escrever sobre outra coisa, mas identificarei a série com o número do "episódio". E se eu gostar, penso em outras séries. Prepara-te, Netflix, concorrência chegando! E tendo apresentado as "regras" da série, vamos falar de preguiça. Normalmente este "pecado" é bastante associado ao trabalho e a conceitos como falta de empenho, negligência, desleixo, lentidão. Entretanto, ele pode se apresentar em várias outras situações e ambientes, e ser de origem orgânica ou psíquica. Sem estudar nada sobre o assunto, afirmo que às vezes é difícil identificar onde termina o cansaço e começa a preguiça. Quando o assunto é prática de atividades físicas, por exemplo, sempre me questiono se estou realmente cansada ou se é preguiça.
Quase sempre há cansaço, mas a preguiça é maior. Principalmente nos dias do treino de musculação, de "quem" eu nunca fui muito simpatizante (percebi que posso gostar da musculação, mas isso fica para outra postagem, porque esta aqui é para falar da preguiça). Comecei a analisar minha preguiça em busca de alternativas para utilizá-la a meu favor e encontrei várias possibilidades. Primeiro, como aliada no processo de emagrecimento. Oi!? Como assim? Isto mesmo! É uma boa estratégia para aqueles dias em que a fome emocional "dá as caras". Quando a fome é fisiológica, é mais fácil olhar para o alimento e pensar se ele é saudável, se encaixa nas minhas refeições do dia, se é uma exceção que posso fazer de forma controlada e consciente e então decidir se consumo ou não. Mas se a fome é emocional, o que buscamos é um prazer momentâneo, uma ilusão de felicidade, uma recompensa afetiva. Aí entra a importância de aprender a usar a preguiça a seu favor.
De que forma? Vejamos meus exemplos. A preguiça entra em cena para me lembrar que é melhor não comer mais um pedaço de pizza do que ficar horas na esteira depois tentando corrigir os erros do cardápio. A preguiça entre em cena também quando lembro o trabalho que é para manter uma boa higiene bucal, ou seja, ela aconselha mais ou menos assim "analisa bem, vale a pena encarar a escovação por este alimento?" Isto funciona (e muito!) para neutralizar as ações de um outro pecado capital: a gula! E por fim, uma situação específica do meu momento atual. Três andares de escada separam as salas de aula da cantina da faculdade. Então, encarar essa subida tem que ser realmente por uma boa causa. Possibilidades: comer somente se tiver fome ou levar comida de casa (o que normalmente significa boas opções, saudáveis e em quantidades corretas). .
E uma outra situação onde a preguiça pode ser de grande ajuda: manter a casa arrumada! Se eu não bagunçar e não sujar tanto, terei menos trabalho para arrumar e limpar (olha a preguiça aí gente!). Basicamente, para mim, a preguiça não é uma "amiga" de todas as horas, mas é bom saber que se ela estiver por perto posso usá-la a meu favor (pelo menos tentar colocar em prática toda a teoria que eu mesma desenvolvi). Agora só falta aprender a como não deixar que ela vença sempre quando isso não for conveniente, apropriado, oportuno. Aceito sugestões.
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