quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Com pedras se constroem paredes... ou pontes!


Este ano estou inspirada com frases de efeito e o bom de ter retomado o blog é registrá-las para que não caiam no esquecimento ou para que sirvam de reflexão para alguém (principalmente eu mesma, porque tenho o hábito, de tempos em tempos, de reler as publicações). E a frase que surgiu nesta mente apaixonada hoje é: se as pessoas lhe jogam pedras, você decide se constrói pontes ou paredes com elas. Momento de modéstia zero... achei essa frase sensacional!

Eu geralmente escolho construir pontes com as pedras que me jogam, mas não foi sempre assim. Minha fase "pedreira" ergueu muitas paredes. Pontes aproximam, paredes afastam, separam. Construir pontes não é tentativa de ser indicada para o Nobel da Paz, não é esperança de ser pauta no Globo Repórter, não é assinar o próprio "atestado de burrice". É entender que do outro lado há um ser humano falho como você e que essas pedras podem ser um pedido de ajuda, um desabafo. E, principalmente, construir pontes é entender que quando você alimenta sentimentos ruins em relação a outra pessoa, isso é um problema seu. Se você entende e perdoa, corta a energia negativa e o problema passa a ser (somente) do outro. E problema é algo que somente o "dono" resolve. 

Nós também jogamos pedras. Sim, é uma afirmação. Você é "do bem', educado, simpático e estudioso mas é humano. E pode jogar pedras sim, e acredito que na maioria das vezes nem percebe. Você atira pedras quando faz um julgamento e não conhece as causas de determinada atitude/comportamento. As pedras de julgamento não estão sozinhas. Existem as de inveja, as de raiva, as de ciúmes, as de mágoa e muitas outras. Cada pedrinha tem um sentimento para chamar de seu. Quando você entende isso, a empatia assume o papel de mestre de obras e... olha a ponte!

Eu não sei dizer quando nem como nem porquê eu parei de construir paredes e comecei a construir pontes. Talvez tenha sido quando o apedrejador (a) foi alguém muito próximo, muito querido, cuja relação de carinho foi o alicerce da ponte porque deixava ver que a pessoa não era "do mal", aquelas pedras eram uma atitude isolada. Acredito que possa pensar em um "passo a passo" para essa transformação da decisão para publicar aqui, mas, por ora, encerro afirmando que é muito mais fácil do que parece. E os resultados são muito melhores também. É aquela história dos corações conversando, eles sempre se entendem. 

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