Este texto eu publiquei no Facebook no dia 21 de janeiro deste ano. Começava a minha fase inspirada e há uma razão especial para isso. Algo que eu descrevi como borboletas no estômago... Há muitas coisas nas entrelinhas dessa publicação que talvez só eu tenha entendido... Escrever é uma forma de "organizar" meus sentimentos. É como se eu conseguisse vê-los no papel e entendê-los melhor. Aqui, o objetivo era compreender (e até aceitar) como as borboletas no estômago apareceram de forma tão precoce e tão intensa. Muitas perguntas, algumas respostas.
A conversa era sobre tatuagem. Meu argumento, o de sempre. Só faria uma tatuagem quando encontrasse alguma coisa que eu quisesse ter gravada na pele para todo o sempre (eu sei que hoje já podemos "desfazer" a tatuagem, mas o caráter definitivo ainda é a ideia inicial).
E então, a resposta veio para mim em um sonho: borboleta! Sonhei que eu tinha uma tatuagem. Uma bela borboleta azul e lilás, minhas cores prediletas.
Não decidi ainda se farei a tatuagem, mas se algum dia fizer, certamente será como a do meu sonho.
Sim, acho que nada me representaria tão bem. Amo as borboletas como amo as metáforas. Amo as borboletas no estômago (ah, como elas nos fazem nos sentir humanos quando assim estão...)
Amo as borboletas na natureza, em um poético voo ao entardecer. Amo as cores, as formas, a leveza, a metamorfose.
Não há como não me identificar com as borboletas. De tempos em tempos, entro no meu casulo para me transformar. Saio cada vez mais bela, e não estou falando da minha aparência.
É, não haveria uma representação mais verdadeira. Ainda mais agora, que estou saindo do casulo uma vez mais. E que maravilhosa a sensação de voar renovada...

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