sexta-feira, 11 de maio de 2018

O universo conversando comigo mais uma vez

Durante a aula, eu pego o celular para checar se há mensagens no WhatsApp. Não há, mas aí resolvo entrar no Instagram. E qual a primeira imagem que vejo? Esta aqui. 


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O detalhe que não falei lá em cima é: havia se passado pouco mais de 30 minutos desde que eu havia checado a existência de novas mensagens no WhastApp. Entendi o recado do universo. Estar conectado é importante, mas tudo tem seu ponto de equilíbrio.

E quando eu digito no Google o começo da frase para buscar a imagem que vi no Instagram, encontro esta aqui:

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Planejar é bom, mas, novamente, tudo tem seu ponto de equilíbrio. Eu tinha o hábito de planejar absolutamente tudo na minha vida, mas percebi que não sabia lidar com algumas mudanças de plano. Era absolutamente tudo mesmo! Eu planejava até o que eu ia almoçar. O que há de errado nisto? Planejar uma coisa que não depende de mim. Este é o grande problema. Se eu penso em comer algo mas o restaurante não oferece aquela opção no dia, tenho duas opções: adaptar meu prato ao menu ou sair buscando o que eu quero em outros estabelecimentos mas, logicamente, sem nenhuma garantia do que eu vou encontrar. Então, por que não deixar para fazer os "planos" na hora de montar o prato? Uma atitude simples que muda tudo. Se você não tem planos, não alimenta expectativas, não lida com as frustrações que levam à busca de prazer na comida (no meu caso).

Não estou dizendo que planejar é ruim. O excesso é ruim. E precisamos aprender a lidar com as mudanças de plano. Algo não saiu como esperado? Vamos manter a calma e analisar oque pode ser feito. Nada pode ser feito? É uma solução também. A vida é simples, nós que complicamos. 

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Vence dor

Mais um tema de postagem que vem das redes sociais. Eu nunca havia observado a palavra vencedor desta forma. Talvez por ter nascido mulher e encarar o termo com a flexão de gênero. É mais difícil enxergar que vencemos dores quando somos vencedorAs. Uma mensagem simples, mas que me lembrou uma história linda, emocionante, cheia de superações, de dores vencidas. Dores físicas, emocionais, morais. É uma história que ainda não acabou, pelo contrário, ainda tem muito para ser escrita. Uma história que não está em livros nem foi transformada em um roteiro de filme (ainda) mas que tem alguns capítulos escritos aqui mesmo, neste blog. Sim, é a história da minha vida!. E como eu me orgulho dela! Não foi sempre assim, claro, mas aprendi que as minhas cicatrizes me fazem ser o que eu sou. Nem melhor, nem pior, nem igual a ninguém. 


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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Futebol não se discute. Opiniões também não

O Esporte Clube Bahia hoje entrou em campo para enfrentar o Vasco da Gama em partida válida pela Copa do Brasil. Vencemos por 3 x 0 mas o que importa aqui não é o placar. O time vinha, até então, apresentando muita instabilidade e um futebol pouco convincente em muitos momentos (ainda que tenha conquistado o título estadual e que esteja nas semifinais do campeonato regional). Quem gosta de futebol geralmente não se contenta apenas com resultado. Não basta vencer, tem que promover espetáculo. Eu, particularmente, sou destas. Hoje, no entanto, venceu e convenceu. Jogou muito bem, como a gente gosta de ver. Envolvendo a equipe adversária, buscando o gol o tempo inteiro e com uma defesa sólida e bem posicionada. Como diz o torcedor apaixonado, "dando aula de futebol". 

A relação da torcida do Bahia com o atual treinador, Guto Ferreira, não é das melhores. Há um certo orgulho ferido porque, no ano passado, ele deixou o cargo no tricolor (que disputava a série A do campeonato brasileiro) para comandar o Internacional de Porto Alegre (que disputava a série B). Foi o suficiente para que o título estadual e nordestino e o acesso ao primeiro escalão do futebol nacional fossem esquecidos por alguns. A mágoa de ver o time do coração preterido foi maior. Outros questionam o trabalho de Guto, e a mim parece uma postura mais adequada. Como eu falei anteriormente, o time estava se apresentando muito mal. Neste sentido, não era cobrança indevida. 

Por esta relação tumultuada, boa parte da torcida quer a substituição do treinador (quando o Bahia não vence e não joga bem eu sou uma delas). Uma destas pessoas que pede "a cabeça" do Guto é um dos meus amigos. Para mim sempre foi fácil respeitar a opinião de outras pessoas quando ela difere da minha, mas percebi que me incomoda bastante quando ele diz que vai torcer para o time adversário porque se o Bahia perder aumenta as chances de demissão do treinador. Respeito, mas não aceito. Torcer contra o próprio time? Não me parece nada razoável. 

O fato é que este episódio me fez observar que temos visões totalmente opostas em relação ao futebol que talvez se estendem para a vida. Eu sou otimista, estou sempre alegre, vejo o copo meio cheio. Ele está quase sempre pessimista, melancólico e costuma ver o copo meio vazio. Em dias de jogos, eu sempre espero triunfos tricolores e ele vem com aquela conversa de que "o Bahia vai ser humilhado, vai tomar no mínimo uns cinco, mas é bom porque Guto cai". Hoje foi assim também, mas adotei uma postura diferente. Perto do início da partida, quando ele começou  com esse papo eu fui educada, mas sincera e direta e disse algo como "não vou falar com você mais hoje, não quero brigar. Temos visões muito diferentes e apesar de respeitar sua opinião eu não concordo com ela e me sinto incomodada em ouvir". Ele ainda tentou argumentar, mas não dei atenção. 

E por que eu trouxe isto para cá? Porque fiquei pensando que em meio a tanto discurso de ódio que acontece na internet, talvez esta seja uma postura adequada. Respeitar a opinião, mas se afastar da discussão. E comecei a questionar se esta amizade não é uma das minhas tintas amarelas, das quais falei dois posts abaixo. Não precisamos ter afinidade com os amigos em absolutamente tudo, mas e quando não temos afinidade em nada, ainda assim é possível ter amizade?

terça-feira, 8 de maio de 2018

Os sete pecados capitais - episódio 2

Lembram da série sobre os pecados capitais? Não? Nem eu estava lembrando (risos), mas explico essa história aqui. O episódio número dois é sobre a gula. Segundo as definições que encontramos por aí, a gula é o desejo insaciável por comida e bebida. Quem nunca cometeu este pecado, que atire a primeira pedra! Não serei eu a atirar a primeira pedra.

De forma geral, a nossa relação com a comida é emocional e tem bases culturais para sustentá-la. Não comemos somente quando temos fome biológica, uma necessidade de suprir o corpo com nutrientes para que ele se mantenha funcionando bem. Comemos também quando temos fome emocional. Seja esta causada por hormônios, por tristeza, por ansiedade e até mesmo por alegria. Comigo foi assim a vida toda. Até que um dia, o muito tempo que dedico às redes sociais foi útil. Quando eu vi aquele anúncio no Facebook eu não sabia que ali se iniciava uma revolução na minha vida. 

Antes de narrar esta história, uma breve contextualização. A vida inteira estive acima do peso, mas há oito anos isto chegou ao ponto de me incomodar bastante. E não somente pela estética (várias pessoas me perguntando se eu estava grávida pelo tamanho da minha barriga, apenas poucas peças de roupa cabendo em mim...) mas também pela funcionalidade do corpo. Eu não tinha disposição, andava de forma lenta e meus joelhos começavam a reclamar da sobrecarga. Olhei bem no fundo dos meus olhos, diante do espelho, e perguntei para mim mesma: é esta pessoa que você quer ser?

Não, não era. Então eu precisava fazer alguma coisa, mas tudo ainda estava no campo das ideias. Até que um belo dia, eu encontrei na internet uma tal de "dieta dos pontos". Nunca havia feito dieta na vida e o cardápio exemplo que a reportagem trazia era para uma mulher da minha altura. "É só seguir, pensei". E comecei a fazer isso. No primeiro mês, muitos quilos a menos na balança (acho que foram sete)! E surgiu o pensamento "se seguindo dieta de revista já tive este resultado, se eu procurar uma nutricionista eu emagrecerei muito mais rápido". Marquei a consulta, peguei o cardápio, segui direitinho e voltei trinta dias depois. O resultado na balança foi a metade do que a dieta da revista apresentou. Oi?! Isso mesmo. Fiquei frustrada, mas hoje entendo as razões disto. 

Continuei com a nutricionista e ela "me obrigou" a iniciar atividades físicas. Eu odiava, mas busquei uma academia. Os dias foram passando e meus hábitos foram mudando: em cinco meses (contados do início da dieta que encontrei na internet), a balança mostrava menos 14 quilos! No espelho a sensação era de uma perda muito maior. Pela primeira vez na vida, eu comprava as roupas que eu gostava e não as que cabiam em mim. Os joelhos praticamente não doíam mais. A autoestima batia todos os recordes! Eu me sentia saudável, disposta, plena, poderosa, "dona da porra toda".

E então, os 14 quilos voltaram. E trouxeram mais 6 com ele. Eles não chegaram de repente, e as minhas tentativas de frear a subida do ponteiro da balança foram todas mal sucedidas. E então, o anúncio no Facebook apareceu. Era uma loirinha simpática e bonita, nutricionista, falando em terrorismo nutricional. Jéssica Ribeiro é o seu nome. Uma pessoa que dizia que "nada engorda e nada emagrece, isoladamente, o que faz isso é o conjunto". Comecei a acompanhar o trabalho dela nas redes sociais e pouco tempo depois ela lançou a segunda turma do curso "Nutrição Sem Prescrição", em plataforma online. A esta altura, eu já me identificava com o trabalho dela e comprei o curso.

Foi assim que entendi que precisava transformar a minha relação com a comida. O curso veio em uma fase de muita turbulência na minha vida pessoal e mesmo sendo online foi difícil de acompanhar por razões diversas. A redução do peso na balança não veio durante o curso (está começando agora, as sementes estão começando a germinar), mas outras transformações aconteceram. Entre elas, o empoderamento que o conhecimento me trouxe na hora de fazer minhas refeições. Hoje sei exatamente como fazer boas escolhas, como montar refeições equilibradas, aprendi a controlar o que como e não ser controlada por isto. E, principalmente, o autoconhecimento. Aprendi a observar e escutar meu corpo, a ter paciência comigo, a não me cobrar tanto. 

No curso, conheci uma psicóloga que faz atendimentos online e mora em outro estado. Ganhamos uma consulta "bônus" com ela e resolvi dar continuidade à terapia. Uma das melhores decisões da minha vida. Era a segunda Jéssica importante no caminho que me levou a mim mesma. Costumo dizer que fazer terapia é como abrir uma gaveta esquecida em um armário. Você encontra coisas que você não imaginava nem lembrava. Para não embolar ainda mais o meio de campo, não vou falar sobre a terapia agora. O assunto é a gula! Algo que já lido muito bem. Já não sou aquela que se atraca com as crianças pelos brigadeiros nas festas de aniversário, sou aquela que come quando tem fome e que sabe o que faz bem para o meu corpo e o que não faz. E sem precisar de nenhum papel para me dizer isso, nem seguir horários fixos. Basta ouvir e respeitar meu corpo. 

Obviamente, recaídas fazem parte do processo de emagrecimento. E aprendi a lidar com elas também. Hoje eu sinto que estou com passos mais firmes nesta caminhada. Tenho excelentes profissionais me acompanhado (nutricionista, psicóloga, personal, fisioterapeuta) mas sei que a principal responsável pelos alcance dos meus objetivos sou eu mesma. 

segunda-feira, 7 de maio de 2018

A tinta amarela

Não sei se é verdade a história, mas ela traz uma (querida) metáfora. Suficiente para ganhar meu coração? Sim! E para me fazer pensar também. Adoro estes convites à reflexão. "De que história você está falando, Conça?" A de Van Gogh, o pintor holandês. Não, não vou falar da surdez provocada pela automutilação, mas da tinta amarela. A história que eu encontrei dizia que o artista acreditava que a cor amarela trazia felicidade. E assim, ele ingeria a tinta amarela, achando que assim seria feliz. Entretanto, havia na tinta substâncias tóxicas que podem ter causado ou agravado o quadro de depressão.  No final, a pessoa que conta a história pergunta: quem é a sua tinta amarela?

E os pensamentos começaram a surgir para mim. Será você a minha tinta amarela?  Será que as histórias que vivi antes é que eram as minhas  tintas amarelas? Será que eu me comporto como tinta amarela para mim mesma? Em que momentos? Não tenho pressa em encontrar estas respostas. Na verdade, acredito que elas me encontrarão, da mesma forma que as perguntas me encontraram. No momento certo, tudo se encaixa, tudo faz sentido. 

Quando li sobre a tinta amarela de Van Gogh, lembrei dos quadros dele que já vi em fotografias, entre eles "os girassóis", onde, logicamente, o amarelo predomina. Aliás, o amarelo é muito presente na obra deste artista, que em vida vendeu apenas uma única tela. Lembrando do quadro, lembrei da flor e uma nova metáfora se formou na minha cabeça e trouxe um trecho da canção do Ira: "como eu sou um girassol, você é meu sol". 

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domingo, 6 de maio de 2018

O que é pior: a dúvida ou a verdade?

Uma amiga usa um "meme" nas redes sociais para perguntar o que é pior: a dúvida ou a verdade? Algumas pessoas e ela mesma comentaram dizendo que a dúvida era pior. Eu respondi que a depender da situação, a verdade pode ser pior porque a dúvida ainda mantém vivos sonhos e esperanças. Sim, a dúvida é uma grande companheira da ilusão e esta, geralmente, é doce. E de que se alimentam sonhos e esperanças? De açúcar, ou melhor, de doce. Doce ilusão. 

Neste caso, a dúvida é melhor porque sem sonhos e sem esperança muitas vezes não se tem propósito e sentido na vida. A verdade só será melhor do que a dúvida se tornar os sonhos realidade. Não sendo assim, ela é implacável. Destrói os sonhos, as esperanças e os corações como o calor derrete os chocolates. O segredo está em pegar o chocolate derretido e colocar em uma forma para que ele ganhe nova forma. É preciso se permitir. 


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sábado, 5 de maio de 2018

Prenda-se somente ao que lhe liberta

Quando acordei hoje eu lembrei de uma coisa que eu precisava comprar. Para não esquecer, decidir anotar imediatamente (e aproveitar para fazer uma pequena lista de compras). Lembrei que tinha um caderninho de anotações e uma caneta na gaveta do criado-mudo, ao lado da cama. Raramente eu me lembro que há papel e caneta logo ali à mão, o que reforça a minha tese de que nada é por acaso. A razão para que eu lembrasse hoje foi que havia algumas anotações no caderninho (obviamente eu nem lembrava mais) e passando as páginas até encontrar uma folha em branco eu me deparei com uma frase que certamente eu precisava ler hoje: prenda-se somente ao que lhe liberta. 

Acredito que a frase seja minha porque não havia nome de nenhum autor junto e certamente eu colocaria o crédito se registrasse o pensamento de alguém. O fato é que a frase foi uma centelha de luz que iluminou meus pensamentos e trouxe uma resposta que eu buscava há meses, desde que me foi perguntado o que me prende a você. Eu até contestei a palavra, pela força negativa do termo prisão, mas hoje entendi as coisas mais claramente. O que me prende a você é a liberdade de ser quem eu sou. Você foi a chave que abriu o cadeado que eu havia colocado no meu coração, foi a luz que me chamou para fora do casulo. Sempre foi na sua direção que eu quis voar. 

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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Online

Compras, cursos, terapia. As opções online são realmente muito úteis para quem tem uma rotina atribulada como a minha. Poder fazer algumas atividades em casa, fora do horário comercial, parece que "estica" o dia. Ainda assim, é preciso organização e determinação, para evitar as armadilhas da dispersão (olha, que lindo, criei um "eco" sem querer) que roubam tempo, o que justamente você quer ganhar e não perder, quado opta pelo mundo conectado. 

Não vejo estas armadilhas com a terapia porque tem hora para começa e terminar. Então, até intuitivamente, você se concentra em fazer bom uso do tempo. E, neste caso, a falta de liberdade garante o compromisso. Apesar de uma certa flexibilidade no horário, normalmente ele é o mesmo todas as semanas e você se programa para as sessões. Não é o que acontece com os cursos online, por exemplo. Primeiro, porque um dos grandes atrativos deles, a liberdade, é um convite para a desorganização. Posso acompanhar as aulas quando eu quiser, em um período de um ano. Então, vou adiando, adiando, adiando... até que o prazo está acabando e tenho que correr. 

É preciso, então, estabelecer uma rotina de estudos. Direcionar parte do seu precioso tempo para aquelas aulas. Você não comprou o curso porque estava com dinheiro sobrando e não sabia como gastar, você quer o conhecimento. Programe-se! Além da procrastinação, outras armadilhas que podem atrapalhar: deixar outra aba do navegador aberta (ah, espiar o Facebook dois minutos não vai fazer diferença - mesmo eu sabendo que estes dois minutos vão se transformar em uma hora), deixar as notificações das páginas ativadas (olha, chegou um e-mail da loja y, será que é uma promoção boa?) deixar o celular por perto (quem me chama no WhatsApp?), a própria falta de rotina e hábito de estudos (daqui a pouco eu vejo a aula, mas também posso deixar para amanhã). 

Com relação às compras é parecido. Além do tempo gasto para a realização da compra ser maior se cairmos nas mesmas armadilhas dos cursos online, podemos ter um custo de compra maior pela facilidade do uso do cartão e não ver o dinheiro dar adeus na mesma hora. E também pelas sugestões tão simpáticas que as lojas fazem baseadas nos seus cliques (se você gostou disso, também pode se interessar por aquilo) e aí vamos enchendo os carrinhos virtuais. Apesar disso, é importante desprender alguns minutos para consultar opiniões de consumidores sobre algum produto/empresa/serviço que não conhecemos. Vale consumidores conhecidos ou desconhecidos. Este sim é um bom investimento de tempo que evita dores de cabeça futuras. 

EAD: ESTUDO ONLINE

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Deixando a voz simpática sem graça

Celular toca no meio da tarde, número desconhecido.  Durante cinco segundos eu alimento a dúvida sobre atender ou não atender, mas decido atender. Do outro lado, uma voz simpática se apresenta como consultor da operadora x e me pergunta se eu tenho internet em casa e se estou satisfeita com a minha operadora. Eu respondo que sim. A voz simpática do lado de lá tenta insistir com um convite "a senhora não gostaria de ouvir sobre os nossos pacotes? temos ótimas opções". A voz do lado de cá (acho que simpática também), responde com a sinceridade que lhe é peculiar: "não adianta perder seu tempo e o meu, não há disponibilidade de instalação para a minha residência".

Um pequeno parêntese: eu era cliente desta operadora, mas quando mudei de residência fui informada que não havia disponibilidade para instalação no meu novo endereço. Lá se vão quatro anos, mas ainda não resolveram a questão (vira e mexe alguém comenta sobre isso no grupo do condomínio porque acabamos ficando com praticamente uma única opção). Sigamos o relato. 

A voz simpática não se dá por vencida e me pede o CEP do endereço para verificar. Claro que acrescenta o bom e velho "sem compromisso" no final da frase. A voz do lado de cá (acho que ainda simpática), sabendo qual seria a resposta, resolve se divertir deixando a pessoa sem graça. Informo o CEP e acho que não consigo disfarçar um sorrisinho de "eu avisei" quando a voz simpática fala, sem graça como esperado, que "realmente não há disponibilidade". A-ha! Não era uma desculpa criativa da cliente, era verdade! O cliente tem sempre razão!